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  • "As marcas precisam saber a sua essência para se comunicar bem"

    Publicado em 18/06/2017 às 17:00  

    Para o publicitário Celso Loducca, que participou do FE4 Fórum Empreendedor, promovido pela Associação Comercial de São Paulo, as empresas, para ser bem-sucedidas, devem antes descobrir o propósito de sua existência

     

    O filme Eu Maior, que aborda o autoconhecimento e busca pela felicidade, fez um relativo sucesso entre curiosos e entusiastas sobre os segredos da existência humana. 

     

    Disponibilizado gratuitamente na internet, o documentário atingiu mais de dois milhões de visualizações no YouTube, ao apresentar depoimentos de filósofos, educadores, artistas e religiosos sobre uma questão praticamente inata ao ser humano: por que existimos? 

     

    A indagação ancestral que inquieta a humanidade precisa igualmente estar presente no mundo dos negócios. Afinal, além de gerar lucro, qual o propósito de existência de uma empresa?

     

    O conceito filosófico aplicado ao mundo corporativo foi abordado pelo publicitário Celso Loducca, em palestra no módulo Marketing e Vendas do FE4 Fórum Empreendedor, promovido nesta quinta-feira (20/10) pela Associação Comercial (ACSP).

     

    Loducca falou ao lado de Fellipe Russo, publicitário e fundador da Acelera Negócios, organização que dissemina conhecimentos de boas práticas destinados a pequenas empresas. A sessão teve como mediador o jornalista Nelson Blecher, superintendente editorial do Diário do Comércio.

     

    Em gestão de marca, essa "sessão de terapia corporativa" se enquadra no conceito de posicionamento estratégico

     

    O posicionamento é o que sustenta uma marca -e deve contemplar qual o público-alvo, o valor (e não apenas preço) dos produtos e serviços e os diferenciais competitivos de uma empresa. 

     

    "Conhecendo e assumindo sua essência, a empresa consegue ser mais eficiente no relacionamento com as pessoas", disse Loducca.

     

    NO EVENTO, UM DEBATE SOBRE BOAS PRÁTICAS DE MARKETING E VENDAS

     

    E como deve ser conduzido o relacionamento entre empresas e consumidores? 

     

    Quando o assunto é relação, a abordagem é sempre de pessoas para pessoas. A particularidade da comunicação realizada pelas empresas é conectar ideias e produtos para o público com integridade e transparência. 

     

    Para ilustrar o conceito, Loducca recordou a campanha que criou para a Nextel em 2008. Na época, a empresa desejava atrair públicos além do corporativo. Loducca e sua equipe, então, tiveram a ideia de propagar a marca como uma rede social via rádio -e não apenas como uma empresa de telefonia. Era esta, a seu ver, a essência da companhia.

     

    O conceito foi a base para as peças publicitárias, que mostravam anônimos e famosos, como o chef Alex Atala e a atriz Camila Morgado, em depoimentos que reforçavam o papel da Nextel no desenvolvimento de comunidades das quais os consumidores faziam parte. 

     

    Naquele ano, a Nextel obteve crescimento de 46%, com faturamento de 1,3 bilhão de dólares, e alcançou 1,83 milhão de clientes no Brasil.

     

    A MENSAGEM DEVE ATRAIR, NÃO INTERROMPER 

     

    Loducca expôs o que chamou de fatores subjetivos do marketing. Já Fellipe Russo, o segundo a palestrante, abordou conceitos práticos para conquistar o consumidor no ambiente digital - o que conferiu complementariedade ao conteúdo do evento. 

     

    Já não é novidade que o consumidor é multicanal. A diferença é que os variados meios e plataformas têm moldado a relação dos consumidores com as mídias.

     

    Entre 2005 e 2015, a penetração de revistas entre os consumidores caiu 20 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a penetração digital aumentou 34 pontos. 

     

    A mudança na forma de acesso criou, segundo Russo, uma nova jornada de contato com a mídia. Logo ao acordar, o primeiro acesso é pelo smartphone. Desktops são mais usados durante o expediente de trabalho. Na volta para casa, há, novamente, predominância de dispositivos móveis.

     

    Durante a noite, a televisão se torna a primeira tela, mas há também o acesso simultâneo por meio de celulares e tablets. 

     

    Com a abundância de informações nas redes, seria ingenuidade acreditar que o consumidor será fisgado pelo antigo formato de anúncios invasivos - aqueles do tipo "compre aqui e agora" que pipocam na tela quando a pessoa menos espera. 

     

    "Não dá mais para as marcas usarem propagandas que interrompem a navegação dos usuários", afirma Russo. "É preciso atraí-los por meio de conteúdo relevante que desperte a atenção."

     

    Uma estratégia mais sutil de comunicação com foco em vendas é o Inbound Marketing, que consiste em a empresa produzir conteúdo relevante em seus canais (redes sociais, blogs, sites, apps), coletar dados dos potenciais clientes e nutri-los de informação para criar relacionamento - o que causaria vendas quase que espontaneamente. 

     

    Funciona assim: o conteúdo, como vídeos, artigos e fotos, serve para despertar o interesse do usuário e fazer com que empresa seja encontrada em sites de buscas.

     

    Depois, para ter acesso a conteúdo exclusivo, como um livro virtual, o usuário precisa informar seu email. Esse contato, então, passa a receber mensagens automatizadas e personalizadas de acordo com a sua aderência à marca. 

     

    O conteúdo deve fazer sentido como o negócio da empresa. Por exemplo, uma loja de móveis pode criar um ebook sobre dicas de decoração. Uma fabricante de cosméticos pode tratar de cuidados com a pele.

     

    Conforme interage com a marca, os potenciais clientes são filtrados - e os que mais possuem chances de fechar negócio recebem mensagens relativas a vendas.

     

    Não se deve enviar propostas comerciais no início do relacionamento, pois a ação afastaria o cliente. Numa comparação, esse erro seria tão grotesco como falar em casamento num primeiro encontro amoroso. 

     

    Russo apontou como case a construtora mineira Precon Engenharia. Há dois anos, a empresa mantém um blog que trata de assuntos do cotidiano de quem está em busca de imóveis, como planejamento financeiro para a compra da casa própria. 

     

    O blog tem mais de 15.000 acessos mensais. Somente no mês de abril deste ano, a empresa vendeu dez apartamentos para pessoas que acompanhavam o conteúdo do site. 

     

    "As marcas precisam despertar a confiança das pessoas", disse Russo. "Na disputa pelo consumidor, uma boa comunicação é um diferencial competitivo."

     

    Fonte: Diário do Comércio





  • Registro de patentes deve se acelerar com nova regra

    Publicado em 09/06/2017 às 11:00  

    A admissão de pedidos de análise de patente no Brasil deverá cair de 4 anos para 120 dias com uma instrução normativa que será publicada na próxima semana pelo Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).

     

    O processo que será agilizado é anterior à análise da patente em si e consiste basicamente em um estudo prévio dos documentos. A ideia é automatizar essa etapa.

     

    A fila para estrangeiros registrarem suas solicitações está em 80 mil pedidos -o mais antigo é de janeiro de 2013.

     

    "O procedimento nem está incluso no prazo de 10,8 anos, que é o tempo médio para sair uma patente. [A mudança] vai acelerar o processo, mas outras ações são necessárias", diz o diretor da área no Inpi, Júlio César Moreira.

     

    Além da alta no quadro de funcionários, um dos planos para reduzir o prazo é investir em estrutura e automação. A aplicação, porém, esbarra no orçamento restrito.

     

    "Com o contingenciamento que o Inpi sofreu, temos verba para funcionar só até julho", afirma o diretor.

    A Lei Orçamentária Anual de 2017 previa R$ 90,7 milhões ao órgão. Após cortes, foram repassados R$ 50,2 milhões.

     

    "Já usamos a metade do repasse. Pedimos R$ 23 milhões adicionais ao Planejamento, que foram negados", diz.

     

    O contingenciamento atingiu todas as pastas, afirma em nota o ministério. O Mdic (Indústria e Comércio Exterior), ao qual o Inpi está vinculado, diz que já solicitou ao Planejamento que aumente o limite orçamentário.

     


    Fonte: Folha




  • Policia Federal investiga golpe contra pessoas que registraram marca no INPI

    Publicado em 07/04/2017 às 11:00  

    A Polícia Federal investiga um golpe contra centenas de pessoas que registraram uma marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o Inpi. Criminosos conseguiram dados pessoais delas, como endereço, e enviaram cobranças ilegais.

     

    O empresário, que preferiu não se identificar, por pouco não caiu no golpe. Dias depois de registrar a marca de uma empresa no Inpi ele recebeu em casa um boleto para o pagamento de uma suposta taxa em nome do instituto, mas desconfiou. "Eu achei estranha essa cobrança, o que me chamou atenção também foi a impressão mal feita desses boletos, até meio torto. Eu entrei em contato direto diretamente com o Inpi para saber a respeito dessa cobrança e eles me informaram que essa cobrança era indevida mesmo", afirma.

     

    O empresário não pagou, mas os golpistas insistiram e a taxa veio ainda mais alta. "Dessa vez no valor de R$ 597. Era uma coisa meio que como se fosse um procedimento normal, natural para que a marca fosse inclusa", explica.

     

    Um músico de Vitória também recebeu os boletos em casa durante o processo de registro de uma banda de pagode. Pagou três taxas que somaram R$ 1 mil, mas estranhou a última cobrança. "Entrei no site do Inpi certinho, lá eu vi que o Inpi não tem empresa cadastrada para recebimento ou enviar boletos. E os valores muito abusivos, muito altos", lembra.

     

    Estes não são casos isolados. Segundo o Inpi, no ano passado, foram mil denúncias de tentativas de golpes contra pessoas que registram patentes. "O Inpi não telefona, não manda boleto, não manda e-mail. Qualquer contato que você tiver provavelmente não é do Inpi. A única forma de você pagar uma taxa do Inpi é entrar no nosso site e você mesmo emitir o seu boleto. Se você está recebendo um boleto que não sabe o que é, não foi o Inpi", afirma o assessor Otávio Beaklini.

     

    O instituto identificou 107 empresas de consultoria que forjam ser um órgão oficial, mas que não têm qualquer relação com o Inpi. Por isso, o empresário que desconfiar de uma possível fraude deve checar a listagem dessas empresas no site do instituto e procurar a polícia.

     

    "A gente solicita que entre no nosso site e denuncie para avisar, para deixar os demais usuários alertados do problema e do nome das empresas", pede o assessor.

     

    Fonte: G1-Globo


     




  • Registrando uma marca de produto ou serviço - quais são as regras para formalizar em seu negócio

    Publicado em 27/07/2016 às 17:00  

    A regulamentação, criação, inscrição de uma marca são regidas pela Lei número 9.279/96 (Lei da Propriedade Industrial - LPI), onde diz que marcas são os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais, decorrendo da concessão do registro ou da patente pelo INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

     

    As marcas são classificadas em:

     

    a)  marca de produto ou serviço: é aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa. Exemplos: Nike, Coca-cola, BMW;

     

    b)  marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada. Exemplos: INMETRO, FSC, ISO;

     

    c)  marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de uma determinada entidade. Exemplos: Associação dos Cafeicultores da Região de Ribeirão Preto, Associação de Vinicultores de São Bento do Sul.

     

    Para se ter uma marca são necessários alguns requisitos como novidade relativa, não colidência com marca registrada ou com marca notória e desimpedimento.

     

    A novidade relativa, não quer dizer que seja necessário criar uma palavra ou sinal novo, basta que eles sejam usados pela primeira vez para identificar um produto ou serviço. Por exemplo, se alguém utilizar a palavra "rosário" (palavra já existente) para identificação de um suco, poderá ser uma marca, pois foi o primeiro a chamar esses produtos de rosário.

     

    No entanto, o artigo 124 da Lei da Propriedade Industrial enumera vinte e três incisos que não podem ser considerados como marcas, gerando impedimento para o seu uso, alguns exemplos são: brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumentos oficiais; expressão, desenho, figura ou qualquer outro sinal que ofendam a moral e os bons costumes ou que ofendam a honra ou imagem de pessoas ou atentem contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou ideia e sentimento dignos de respeito e veneração; termo técnico usado para distinguir produto ou serviço; sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva; além de outras proibições previstas no art. 124 da LPI.

     

    A não colidência com marca registrada ou com marca notória se dá pelo fato de que a nova marca não pode ser confundida com outras já existentes.

     

    Para registrar a marca no INPI, o artigo 127 da LPI estabelece o critério da prioridade, veja-se:

     

    "Art. 127. Ao pedido de registro de marca depositado em país que mantenha acordo com o Brasil ou em organização internacional, que produza efeito de depósito nacional, será assegurado direito de prioridade, nos prazos estabelecidos no acordo, não sendo o depósito invalidado nem prejudicado por fatos ocorridos nesses prazos.

     

    § 1º A reivindicação da prioridade será feita no ato de depósito, podendo ser suplementada dentro de 60 (sessenta) dias, por outras prioridades anteriores à data do depósito no Brasil.

     

    § 2º A reivindicação da prioridade será comprovada por documento hábil da origem, contendo o número, a data e a reprodução do pedido ou do registro, acompanhado de tradução simples, cujo teor será de inteira responsabilidade do depositante.

     

    § 3º Se não efetuada por ocasião do depósito, a comprovação deverá ocorrer em até 4 (quatro) meses, contados do depósito, sob pena de perda da prioridade.

     

    § 4º Tratando-se de prioridade obtida por cessão, o documento correspondente deverá ser apresentado junto com o próprio documento de prioridade."

     

    Com o registro validamente expedido, adquire-se a propriedade da marca de produto ou serviço, assegurado seu uso exclusivo em todo o território nacional.

     

    Por fim, este registro vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos, contados da data da concessão do registro, prorrogável por períodos iguais e sucessivos, sendo que o pedido de prorrogação deverá ser formulado durante o último ano de vigência do registro, instruído com o comprovante do pagamento da respectiva retribuição, mas se o pedido não tiver sido efetuado até o termo final da vigência do registro, o titular poderá fazê-lo nos 6 (seis) meses subsequentes, mediante o pagamento de retribuição adicional.

     

    Fonte: Contabilidade na TV/Autor: Alberto Neto e Andressa Fernandes


     



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