As novas regras vão impactar, além de Igrejas, outras instituições e
empresas, assim como pessoas físicas
As mudanças no Pix anunciadas pelo Banco Central terão
impacto em 10 milhões de chaves - 8 milhões de chaves vinculadas a CPFs e 2
milhões a CNPJs. Segundo o Banco Central, a medida
visa aumentar a segurança das transações e coibir golpes realizados por meio do
sistema de pagamentos instantâneos.
De acordo com Breno
Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado
Financeiro do Banco Central, as novas regras suspenderão chaves Pix de
CPFs e CNPJs que não estejam regulares na Receita Federal. Isso inclui CPFs com
status como "suspenso", "cancelado", "titular falecido" ou "nulo", e CNPJs com
situações como "suspenso", "inapto", "baixado" ou "nulo".
Atualmente, o Pix
conta com 836 milhões de chaves cadastradas, sendo 796 milhões vinculadas a
pessoas físicas, sendo que a autoridade monetária indica que 1% -
aproximadamente 8 milhões de chaves - apresentam inconsistências.
No caso das pessoas
jurídicas (empresas, cooperativas, igrejas e demais instituições), o Banco
Central identificou que cerca de 2 milhões apresentam problemas. Entre as
irregularidades mais comuns estão CNPJs inaptos, baixados ou suspensos, além de
casos de pessoas jurídicas que não cumpriram obrigações legais ou que estão há
mais de dois anos sem apresentar declarações contábeis.
Regularidade do CNPJ
Assim
como pessoas físicas precisam estar com o CPF em dia com a Receita Federal, as
pessoas jurídicas também devem manter o CNPJ regularizado - caso contrário,
podem ter problemas. Basicamente, estar com o CNPJ irregular significa que
existe alguma pendência da pessoa jurídica com a Receita Federal. Isso pode
acontecer por diversos motivos, incluindo a falta de entrega de alguma
Declaração de Obrigações Acessórias junto à Receita Federal e/ou o não
pagamento de tributos federais. Pessoas jurídicas com o CNPJ irregular não
conseguem movimentar contas bancárias, pedir empréstimo ou financiamento,
realizar compras sujeitas a emissão de notas fiscais eletrônicas, comprar ou
vender bens imóveis ou automóveis, entre outras situações.
Quando
a Receita Federal encontra alguma irregularidade com um CNPJ, ela comunica o
problema à pessoa jurídica para que a situação seja resolvida. O mais indicado,
no entanto, é que a Igreja tenha o hábito de verificar sua situação cadastral
regularmente - afinal, quanto antes um problema for detectado e solucionado,
melhor. Caso não seja regularizado, a Receita Federal poderá cancelar o CNPJ.
Por isso, é importante que a Igreja consulte a situação cadastral do CNPJ
para verificar se há pendências com a Receita Federal, processos judiciais ou
dívidas tributárias. Para consultar a situação cadastral do CNPJ (se está
ATIVA, SUSPENSA, INAPTA, BAIXADA ou NULA), basta acessar o site da Receita
Federal do Brasil a partir do link: https://solucoes.receita.fazenda.gov.br/servicos/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp
Os
tipos de situação cadastral são:
CNPJ
ativo: a
Igreja está regularizada e não há pendências;
CNPJ
suspenso: existe
algum problema com o CNPJ, como não entrega de Declarações de Obrigações
Acessórias legais, inconsistência nos dados ou indícios de fraude;
CNPJ
inapto: entram nesta
categoria as Igrejas que ficam dois anos consecutivos sem apresentar
Declarações de Obrigações Acessórias legais, como Escrituração Contábil Fiscal
(ECF), Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais (DCTF / DCTFWeb),
entre outras.
CNPJ
baixado: a
Igreja que pediu baixa do CNPJ - a desativação do cadastro;
CNPJ
nulo: Igrejas e demais
pessoas jurídicas com características duvidosas são enquadradas como situação
cadastral nula. Isso pode acontecer por duplicidade de inscrição municipal ou
estadual ou ações ilícitas no ato de registro.
Nota M&M: A M&M Contabilidade de Igrejas presta, também,
os serviços de assessoria no registro de Estatutos e Atas, bem como na
obtenção e regularização do CNPJ para matriz e filiais (congregações) de
Igrejas. Havendo interesse contate-nos pelo Telefone/WhatsApp (51)
3349-5050.
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A Igreja que está com o CNPJ irregular (suspenso, inapto, baixado ou nulo) e
quer regularizar a situação, é necessário descobrir quais motivos levaram a Receita
Federal a alterar a situação cadastral. Depois, o próximo passo é separar a
documentação e fazer todos os procedimentos exigidos pela Receita Federal para
resolver a questão. Cada situação exige uma lista de documentos e dados
diferentes. Se a Igreja deixou de apresentar declarações de Obrigações
Acessórias, por exemplo, será necessário apresentar esses documentos para
regularizar a situação.
Nota M&M: No site M&M Contabilidade de
Igrejas (www.MMcontabilidadeDEigrejas.com.br ),
em "Matérias sobre Gestão Eclesiástica", especialmente nas áreas
"Tributária/Fiscal" e "Trabalhista/Previdenciária" podem
ser consultadas as principais Obrigações Acessórias que es Igrejas estão
sujeitas a cumprir;
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Também serão verificados se os nomes das Igrejas e demais
pessoas jurídicas vinculadas às chaves Pix estão em conformidade com os nomes
registrados nas bases do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) da Receita
Federal.
Estima-se
que as novas regras do Banco Central entrem em vigor ainda em março ou
abril/2025.
O
Banco Central reforçou que o objetivo das mudanças não é fiscal, mas sim
garantir a segurança e a integridade do sistema.
Nota M&M: Entre para o nosso grupo de
WhatsApp e receba periodicamente matérias relativas as questões contábeis,
tributárias, trabalhistas, previdenciárias e de áreas correlatas da
administração eclesiástica. É fácil. É grátis. E só clicar aqui.
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Fonte:
Convergência Digital / M&M Contabilidade de Igrejas