Medidas ampliam segurança e agilizam devolução em casos de fraude
Entraram em vigor nesta segunda-feira
(02/02/2026) as novas regras de segurança do Pix definidas pelo Banco Central
(BC), com foco na recuperação mais rápida dos valores transferidos de
forma indevida.

Foram
reforçados mecanismos de combate a golpes, fraudes e casos de
coerção. A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial
de Devolução (MED), que passa a permitir o acompanhamento mais eficiente do
caminho do dinheiro.
Os
recursos serão rastreados, mesmo quando são rapidamente transferidos para
outras contas, prática comum em crimes financeiros.
Com
o novo modelo, a expectativa do Banco Central é aumentar significativamente a
taxa de recuperação dos valores e reduzir o sucesso das fraudes. Especialistas
estimam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes considerados
bem-sucedidos.
Outra frente importante é o reforço da
integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além
da ampliação do uso do autoatendimento nos aplicativos, o que torna a contestação mais
simples e rápida para o usuário.
O
Banco Central esclarece que o MED só deve ser acionado em caso de fraude,
suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não
pode ser usada no caso de Pix a destinatários errados digitados pelo usuário.
Em
outubro/2025, o Banco Central
havia determinado que todas as instituições financeiras oferecessem o MED por
meio de um botão de contestação em seus aplicativos. A medida preparou o
sistema para a adoção das novas regras.
O que muda
com as novas regras do Pix
MED passa a ser obrigatório
Todos os bancos e instituições de pagamento
que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.
Rastreamento do dinheiro entre
contas
A devolução
não fica mais restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema
passa a rastrear transferências para contas intermediárias.
Bloqueio automático de contas
suspeitas
Contas
com denúncia de fraude podem ser bloqueadas de forma imediata, antes mesmo da
conclusão da análise.
Prazo menor para devolução
O Banco
Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a
contestação, prazo mais curto do que o praticado anteriormente.
Compartilhamento de informações
entre instituições
Bancos
passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, o que facilita o bloqueio e
a restituição dos recursos.
Autoatendimento para contestação
A
vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem
necessidade de contato humano.
O que o
correntista deve fazer em caso de golpe:
1. O cliente deve
contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;
2. a instituição de
origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
3. Os recursos são
bloqueados na conta do suspeito;
4. As instituições
analisam o caso;
5. Se confirmada a
fraude, o valor é devolvido;
6. Se não houver
indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.
Com
as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas
para crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de
pagamentos instantâneos.
Fonte:
Agência Brasil