Oferta é isca para capturar dados e cometer
delitos
A Federação
Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado alertando para o golpe do
falso emprego. Segundo a entidade, criminosos assediam pessoas que estão
procurando trabalho e oferecem o que parece ser "uma vaga imperdível". A oferta
enganosa é isca para capturar dados de candidatos.

De
acordo com a Febraban, criminosos se passam por falsos recrutadores e também
como integrantes de falsas agências de emprego enviando mensagens por WhatsApp,
e-mail ou em redes sociais.
"Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de
documentos, informações bancárias e assinaturas digitais", alerta.
Além de dados, os golpistas podem pedir dinheiro
para pagamento de taxa de inscrição, realização de falsos exames médicos ou
pagamento de curso preparatório para a vaga que não existe.
Os
riscos, além de perder dinheiro imediatamente com essas despesas fictícias, são
as vítimas terem sua imagem usada em autenticações biométricas e, junto com
documentos informações bancárias, os criminosos levantarem financiamentos em
nome das pessoas que caíram no golpe.
No golpe do falso emprego, os criminosos cometem estelionato, que é a vantagem
ilícita para si ou para outra pessoa em prejuízo da vítima, furto mediante
fraude e apropriação indébita. Os três delitos estão previstos no Código Penal.
No comunicado, a Febraban faz cinco recomendações para não cair no golpe
do falso emprego:
- Desconfie de processos
seletivos simplificados e da oferta de salários muito acima da média do
mercado para as funções descritas.
- Antes de abrir links
indicados em mensagens, verifique diretamente no site ou nas redes sociais
da empresa se a vaga existe de fato.
- Confirme se o
recrutador é autêntico e possui conexões reais. Se receber mensagens por
e-mail verifique se o endereço é corporativo.
- Não envie foto de
documento, dados bancários ou assinatura digital sem ter certeza da
idoneidade da empresa.
- Não efetue qualquer
tipo de pagamento zero: taxa de inscrição, exames ou cursos
pré-contratação.
Fonte:
Agência Brasil, com edição do texto pela M&M
Assessoria Contábil