Vendas online cresceram 15%. Movimento nos
shoppings caiu, diz Confederação Nacional do Comércio
Dados da
Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que as vendas online movimentaram
mais de R$ 235 bilhões no Brasil em 2025, com alta de 15,3% em relação ao ano
anterior.

No mesmo período, shopping centers registraram
queda no fluxo de visitantes e nas vendas. Entre os motivos estão a facilidade das compras pela internet e a
possibilidade de pesquisar preços sem sair de casa.
Mesmo assim, a fisioterapeuta Gabriele Costa diz
que ainda prefere a experiência das lojas físicas. "Eu prefiro o shopping.
Eu gosto de ver pessoalmente, testar, ver se é isso mesmo e já levar para
casa."
Já o porteiro Luciano Andrade diz que as compras
online passaram a fazer parte da rotina. Para ele, a praticidade e a
possibilidade de comparar preços pesam na decisão. "Internet sempre,
constante. Pelos aplicativos que tem hoje em dia é mais fácil de se comprar.
Pessoalmente no shopping eu compro mais roupa, porque às vezes não vem
adequado ao que você está vendo ali pela internet."
O cenário também
tem mobilizado entidades do comércio. A Federação das Câmaras de Dirigentes
Logistas (FCDL) da Bahia tem discutido os impactos das mudanças no
consumo. O vice-presidente da FCDL Bahia, Antoine Tawil, avalia que o setor passa por um momento de
transformação. Segundo ele, o varejo
precisa buscar
novas estratégias para manter o público e equilibrar os custos operacionais.
"Não há
isonomia na tributação. O comércio digital paga menos da metade do que nós
pagamos em impostos. Isso nos deixa meio preocupados a longo prazo. A
reforma tributária levou anos e anos a ser estudado e a gente acredita que pra
colocar essa nova reforma tributária em prática, isso
possa regulamentar melhor os impostos do comércio digital, especialmente
as grandes redes."
Entre as estratégias discutidas pelos setores estão
a ampliação
de serviços, experiências presenciais e a integração entre lojas físicas e
plataformas digitais.
Fonte:
EBC, com edição do texto pela M&M
Assessoria Contábil