Novo formato de identificação exigirá
adaptações, mas é uma oportunidade estratégica para reforçar sua marca e evitar
invasão de privacidade do cliente
A liberação gradual dos usernames no aplicativo mais popular
do Brasil - globalmente são mais de três bilhões de usuários no Whatsapp -
marca uma nova etapa na comunicação entre instituições e consumidores.
Ainda segundo a Meta, empresa provedora do APP, a ideia é preservar
privacidade, ao permitir que usuários encontrem empresas por meio de um
identificador sem a necessidade de compartilhar o número de telefone.
Por outro lado, a novidade exigirá adaptações em processos, sistemas
e ferramentas que utilizam esse dado como referência para reconhecer cada
contato: com o recurso, será possível criar um username iniciado por
@ e de uso exclusivo. Já o nome exibido poderá continuar se repetindo entre
diferentes perfis.
A Meta começou a oferecer a possibilidade de
reservar um nome de usuário para usar ainda este ano. Como
muitos nomes se repetem, foi feita essa reserva antecipada para
que todos tenham a oportunidade de escolher o nome
de usuário que mais lhes agrada.
Caso a função já esteja disponível no seu aplicativo, basta abrir a
seção de "Configurações", clicar em "Conta" e selecionar a opção "Nome de
usuário". Em seguida, é só inserir o apelido desejado e apertar em
"Salvar". Por enquanto, o usuário pode apenas escolher seu apelido, mas
ainda não poderá usá-lo enquanto a função não for completamente
liberada. O uso completo do recurso, com conversas sem revelar o
telefone, será lançado nos próximos meses.
Para apoiar empreendedores nessa adaptação, Marcos
Guerra, especialista em experiência do cliente e conversão da Ótima
Digital, companhia integrante do programa Business Partner Select
(BSP) da Meta, já adianta cinco recomendações. Confira:
1. Revise suas integrações
Mapeie jornadas, plataformas e automações que ainda
dependem dessa informação para identificar cada contato. Esse levantamento
ajuda a evitar inconsistências, preservar o histórico de atendimento e
reduzir impactos na operação.
2. Defina o username do seu negócio
Escolha um @ simples e de fácil associação ao
perfil. Isso facilita a localização e reduz dúvidas na hora da busca.
3. Organize sua base
Se usa um CRM (Customer Relationship Management) para organizar
informações,
interações e o relacionamento com os contatos, é importante prepará-lo para
armazenar diferentes formas de cadastro. Assim, os registros não são duplicados
e
tudo fica concentrado em um só.
4. Verifique APIs, chatbots
e integrações
Confirme se as soluções conectadas ao mensageiro estão preparadas para
operar com o novo modelo, evitando falhas nas automações e na troca de
informações entre as plataformas.
5. Prepare seus sistemas
Um dos principais impactos acontece nos bastidores. O BSUID
(Business-Scoped User ID) é um identificador único atribuído pelo WhatsApp
Business Platform para identificar um usuário na relação com determinada
empresa. Embora não seja visível para o usuário, esse identificador passa
a ser disponibilizado pela API do WhatsApp Business e pode ser utilizado
por CRMs, plataformas de automação, webhooks e demais integrações para
reconhecer cada contato. Por isso, a infraestrutura deve estar preparada
para trabalhar com identificadores além do número de telefone. Essa
adequação reduz falhas no reconhecimento dos contatos e garante a
continuidade da operação.
Para Marcos Guerra, a chegada
dos usernames demonstra que novas funcionalidades exigem
atualização constante de sistemas e processos já que mudanças como essa
demandam conhecimento técnico e alinhamento às diretrizes da Meta para
garantir uma implementação segura.
O executivo recomenda ainda avaliar se as soluções adotadas são
fornecidas por parceiros oficiais da Meta especializados em WhatsApp
Business Platform. Além de acompanharem continuamente a evolução do
aplicativo, eles seguem os requisitos estabelecidos pela empresa
responsável do serviço, reduzindo riscos de incompatibilidade, preservando
a estabilidade das integrações e facilitando a adoção de novos recursos.
Fonte: Diário do Comércio / Fenacon