Empresas incubadas recebem todo o apoio técnico e operacional para entrar no mercado realmente preparadas
As incubadoras existentes no Rio Grande do Sul agrupam inúmeras empresas que se preparam para entrar no mercado, muitas delas idealizadas em conversas de sala de aula. São empresas pequenas que hoje chegam a faturar mais de R$ 12 mil mensais e que dificilmente teriam chance de sobrevivência em um mercado cheio de dificuldades, não fossem todas as orientações e apoios recebidos no período de incubação. O gerente da Incubadora Tecnológica de Santa Maria, José Airton Brutti, conta que todas as empresas que passaram pelo processo de incubação da instituição foram geradas por alunos dentro da própria universidade. “Nesses casos, a formação universitária resultou em um negócio próprio”, comemora.
Na Unidade de Desenvolvimento Tecnológico da Unisinos (Unitec-Unisinos), por exemplo, os empreendedores recebem apoio nos processos de criação e inovação de produtos e serviços e na constituição e no gerenciamento das empresas. Eles também são preparados para a concepção, implementação e comercialização dos produtos. A universidade ainda oferece serviços científicos e técnicos especializados, espaço físico adequado, infra-estrutura técnica, administrativa e operacional e orientação ética, social e legal. Esse é o principal objetivo das incubadoras: dar todo o apoio necessário para transformar idéias inovadoras em empreendimentos de sucesso.
Isso fez com que o pequeno produtor rural Daniel Zimmer procurasse a Incubadora Tecnológica de Novo Hamburgo, vinculada ao Centro Universitário Feevale. Ele vende tomates secos, que são produzidos e processados em sua propriedade. Há dois anos como incubado externo da entidade, ele recebe a visita periódica de técnicos. Nesse período, Daniel conseguiu dobrar o volume de tomates comercializados e espera começar as exportações em, no máximo, dois anos. Com toda a orientação, Daniel melhorou a qualidade do produto e criou uma estratégia de marketing específica que faz com que os tomates consigam competir com grandes indústrias e com produtos importados.
O Sebrae/RS possui um programa específico de incentivo às incubadoras, apoiando 116 empresas em 24 incubadoras no Estado. De acordo com dados divulgados pela entidade, 87,50% das incubadoras gaúchas são de base tecnológica. Segundo estudos divulgados no final do ano passado pela Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec), o número de incubadoras cresceu no Brasil em média 30% ao ano nos últimos quatro anos, o que faz do país o terceiro maior incubador de empresas do mundo. Os Estados Unidos são o primeiro colocado, com 1,5 mil incubadoras, seguido pela Coréia do Sul, com 250, e pelo Brasil, com 234. Segundo a Anprotec, de 1998 até o final do ano passado, as incubadoras movimentaram negócios na ordem de R$ 600 milhões.