Deixou de estar conosco o jornalista, empresário e, acima de tudo, o empreendedor Roberto Marinho.
Jovem, já aos 26 anos assumia direção do Jornal O Globo. Jornal novo, com apenas 6 anos. Havia herdado pela morte do pai. Ali o jornalista chegava as 4h e só saia a noite. Era muito trabalho.
Aos 41 anos, surge a Rádio Globo.
Aos 60 anos, quando muitos já estão “pendurando as chuteiras”, Roberto Marinho abraça um novo desafio: Coloca no ar a TV Globo, que veio a transformar-se na maior rede brasileira de televisão.
E o empreendedor não parou por aí. Surgiram empresas como: Som Livre, Globo Internacional, Globo Sat, Globo.com, NET, SKY, Diário de São Paulo, Editora Globo e muito mais. Enfim, um império que, segundo a Revista Forbes, sua fortuna pessoal soma US$ 2 bilhões. É maior complexo de comunicação da América Latina e um dos maiores do mundo. Criando emprego para 15 mil funcionários e faturando US$ 2 bilhões.
Roberto Marinho era um visionário. Estava sempre vendo à frente do seu tempo. Chegou aos 98 anos sem envelhecer em seus pensamentos.
Jornalista, empresário, empreendedor, profissional, trabalhador, ousado, otimista, perseverante, guerreiro, dinâmico, eficiente, comandante, extraordinário, atuante, imortal.
Quantos “Robertos” e quantos “Marinhos” viveram nestes últimos 98 anos? Mas um só era Roberto Marinho. Único.
Alguns podem até tecer algumas críticas à determinadas linhas editoriais de suas empresas, mas com certeza reconhecem “Ele era o cara !”
Voltamos a pergunta:
Onde encontraremos outro Roberto Marinho?
Se tivesse um em cada esquina, o Brasil seria diferente. Mas que cada um de nós possa, pelo menos um pouquinho, aprender a empreender com a vida deste homem.
Autor: Marcone Hahan de Souza
Contador e Administrador, Sócio da M & M Assessoria Contabil Ltda