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M&M Contabilidade

Pesquisa revela que metade das pequenas empresas estão informatizadas

Nos últimos dez anos, o nível de inclusão digital das micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo saltou de 19% para 47%, sendo que as pequenas indústrias têm nível de informatização acima da média (61%). No setor de serviços, 47% têm pelo menos um microcomputador e no comércio são 43%.

Entre as empresas informatizadas, 50% têm apenas um microcomputador, sendo que as atividades mais realizadas são formação de cadastro de clientes (81%), elaboração de documentos (72%) e acesso, pela internet, a serviços de bancos, provedores e governo (66%). Questões gerenciais também aparecem, como o controle de estoques (56%), da folha de salários e de pagamentos (51%) e automação de processos (48%).

Das micro e pequenas empresas não informatizadas (53%), mais da metade (64%) afirmou que não ver real necessidade ou benefício nesta ferramenta.

Estes são alguns dos principais resultados da pesquisa “Informatização nas Micro e Pequenas Empresas”, realizada pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em São Paulo, junto a 1.163 estabelecimentos de micro e pequeno porte em 41 municípios paulistas. O objetivo do trabalho é identificar o grau de informatização e de acesso à internet dessas empresas, bem como as perspectivas de investimentos.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae, José Luiz Ricca, esses dados demonstram que alguns empresários ainda desconhecem os benefícios que a informatização pode trazer para seu dia-a-dia. “O controle mais apurado dos estoques pode gerar reduções significativas de custos, a utilização do cadastro dos clientes permite adotar estratégias mais agressivas de comercialização, a projeção de receitas e despesas futuras possibilita uma ação mais eficiente, evitando dificuldades financeiras. Estar informatizado é o que faz a diferença no quesito competitividade”.

O estudo identificou ainda que 54% das empresas entrevistadas acessam a internet, seja na empresa com micro (38%), fora da empresa com equipamento próprio (4%) ou fora da empresa sem microcomputador (12%).

Dentre as principais finalidades de acesso a web estão os serviços de bancos, notícias e sites públicos (83%), e-mails (83%), pesquisa de preços e fornecedores (57%). O comércio virtual ainda não é explorado pela maioria dessas empresas: apenas 16% das que utilizam a internet vendem seus produtos e serviços pela rede e 23% compram mercadorias e matéria-prima por intermédio da web.

Para o coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê, os empresários utilizam na internet os sites que efetivamente oferecem serviços que proporcionam ganhos. “Por exemplo, para realizar uma movimentação financeira ou pagamento, não é preciso mais entrar em uma fila no banco. A emissão gratuita de certidões negativas de débito, através do acesso a sites de órgãos públicos, e a entrega das declarações do imposto de renda é outra facilidade que foi bem absorvida”, avalia Bedê.

Entre as empresas da amostra, os segmentos de transformação da borracha e plásticos (chegando a 95% de informatização), de máquinas e equipamentos (em torno de 80%) e edição e gráfica lideram o setor industrial quanto à informatização, atingindo níveis acima da média.

No comércio, farmácias e perfumarias chegam a 80% de informatização, com destaque também para os segmentos de autopeças, lojas de material de construção e livrarias também podem ser citadas com destaque nessa área.

Em serviços, empresas de aluguel de veículos, máquinas e objetos pessoais chegam a 100% de informatização das atividades, ao lado, obviamente, das empresas de informática. Imobiliárias, com 90%, e agências de viagem, com mais de 75%, superam a média do setor que é de 47%.

Já entre as atividades menos informatizadas, as lanchonetes lideram o ranking, com 12%. Na indústria, empresas de couro e calçados são as que menos fazem uso da informatização em suas atividades.

Estruturar ou aperfeiçoar o parque de informática não está, nesse momento, nos planos da maioria das micro e pequena empresas: 49% não pretendem realizar nenhum investimento este ano, alegando que não vêem necessidade (35%), falta de recursos (31%) e que os equipamentos atuais já satisfazem as necessidades (25%).

Dos que vão investir (19%), 73% pretendem adquirir mais computadores ou aprimorar as máquinas que já possuem, 26% novos softwares, 22% impressoras e 17% outros periféricos.

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