Ministro assinou portarias formalizando 13 das 16 Forças-Tarefas
O ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, afirmou que o combate a sonegação previdenciária será uma marca do atual governo. “Vamos fazer com que o País se livre da cultura do jeitinho, da corrupção e da bandalheira”, disse ele durante solenidade realizada na sede do Ministério da Previdência Social, para formalização de 13 das 16 Forças-Tarefas existentes.
Segundo Berzoini, estima-se que a perda com fraudes e sonegação chegue a 1% dos R$ 107 bilhões a serem pagos em benefícios ao longo de 2003. “Combater o crime significa também incluir mais pessoas no sistema previdenciário”, ponderou ele. O ministro afirmou que a atual gestão encontrou uma grande defasagem de investimento na Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev). “A Previdência estava desprovida de elementos tecnológicos capazes de garantir a lisura das operações”, observou. Ele lembrou ainda a importância do trabalho dos auditores do INSS, agentes e delegados da Polícia Federal e dos advogados e procuradores do Ministério Público Federal que compõem a Força-Tarefa.
Foram assinadas portarias formalizando os grupos de trabalho nos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. As Forças-Tarefas de Alagoas, Distrito Federal e Pará já estão trabalhando.
A primeira Força-Tarefa foi criada em 25 de abril de 2000, no Rio de Janeiro. No início de 2003, porém, havia apenas duas em funcionamento. Por determinação do ministro da Previdência, outras 14 Forças-Tarefas passaram a trabalhar. A previsão do governo é que todos os estados tenham esses grupos de fiscalização até o final de 2006.