Pequenos apostam no atendimento personalizado e sorteio de brindes para alavancar vendas
A vitrine é o primeiro contato visual que o público tem com a loja. Por isso, quanto mais fácil for a comunicação, mais chances de o consumidor entrar no ponto-de-venda. Colocar informações sobre o valor dos produtos é um diferencial importante. “O cliente não está com dinheiro no bolso. Quando ele vê na vitrine o preço dos produtos e as formas de pagamento, já sabe se poderá fechar negócio”, explica Fritsch. O ideal, orienta ele, é expor todos os convênios e formas de vendas a prazo – como crediário próprio e cartões de crédito – em um local de destaque da vitrine.
As empresas que ainda trabalham com algum estoque e folga de caixa têm como vantagem o fato de poderem vender com prazo maior e sem entrada. “O consumidor vai comprar onde tiver as condições mais fáceis”, diz Fritsch. Buscar um produto que chame o cliente para dentro da loja pode apresentar bons resultados. “É o que fazem os supermercados, ao colocar uma mercadoria como carro-chefe”, exemplifica ele.
Nesta hora, é fundamental ter o público-alvo bem definido. Vitor Hugo Toss, da Württemberg Consultoria, diz que o lojista não deve investir em estoque alto. “Quanto mais foco tiver na hora de fazer os pedidos, mais chances de ter uma boa venda”, afirma. Criar promoções para a data também ajuda a cativar o público. O sorteio de cestas de Natal, que têm baixo custo, ou a distribuição de brindes de pequeno valor sempre são bem recebidos pelo consumidor. “Também é possível criar uma promoção para os amigos da casa, oferecendo condições especiais de prazos e preços”, aconselha Toss.
Mas o mais importante, ressalta o consultor, é investir muito em atendimento. É justamente no relacionamento com o cliente que aposta a Maria Guria, loja de moda para adolescentes. Os dois pontos-de-vendas – nos shoppings Iguatemi e Praia de Belas – já começaram o serviço de telemarketing para o Natal. O vendedor entra em contato para informar sobre os lançamentos que mais se encaixam no perfil da consumidora. “Normalmente, separamos as peças e as clientes acabam levando a maioria das nossas sugestões”, diz Vânia Gonçalves de Souza Borba, diretora da Maria Guria.
A personalização do atendimento é levada tão a sério que as coleções são lançadas em desfiles feitos pelas próprias clientes. “A criatividade está em atender cada vez melhor. Não há outro milagre”, acredita Vânia. Neste ano, a empresa também partiu para parceria com os fornecedores para evitar aumento de preços. O resultado irá permitir que os produtos cheguem às prateleiras com valores melhores que os do ano passado.