Você já parou para pensar as semelhanças que tem (ou deveriam ter) estas duas atividades?
O piloto de avião tem em suas mãos a responsabilidade de conduzir uma aeronave, assim como o dono da empresa tem a responsabilidade de conduzir o empreendimento.
O piloto de avião tem sob sua responsabilidade, também, um patrimônio (o avião), que se mal conduzido poderá causar grandes prejuízos. O dono da empresa também, se conduzir mal o seu empreendimento, causará grandes prejuízos pessoais e patrimoniais.
O piloto de avião tem sob sua responsabilidade pessoas. O dono da empresa também. Quantos, direta ou indiretamente, dependem desta ou daquela empresa? Certamente muitos!
O piloto de avião, quando no desempenho de seu ofício, enxerga muito longe. Bem, o dono da empresa deveria enxergar muito além …!
O piloto de avião normalmente transmite muita segurança às pessoas que estão naquela aeronave. O dono da empresa também deveria transmitir segurança àqueles que estão na sua volta (empregados, clientes, fornecedores, sociedade etc.).
Mas, para ser piloto de avião, é necessário vocação, treinamento (muitos cursos com simuladores, vôos com o instrutor do lado etc.), testes físicos, psicológicos e de habilidades na condução da aeronave. Só depois de ser aprovado em todos estes requisitos, ele recebe uma carteira para conduzir um avião. É lhe dado um “certificado” onde, implicitamente, se diz: você tem visão, enxerga longe, você transmite segurança às demais pessoas. Portanto, podem lhe confiar um grande patrimônio (a aeronave) e a vida de centenas de pessoas ( os passageiros).
Ah! Não se esqueça, periodicamente você tem que fazer cursos de reciclagem e repetir alguns testes.
Já para ser dono de uma empresa é bem diferente: Não precisa ser vocacionado, nem receber treinamento; Quanto ao uso de simulador, “pode errar na prática!”. Não precisa passar por testes físicos, psicológicos e nem provar qualquer habilidade na condução de empresas. Reciclagem? Às vezes soa como palavrão. Basta apenas ter CPF e identidade, que a Junta Comercial “dá um atestado” (contrato social), dizendo implicitamente que, mesmo a pessoa não tendo nenhuma visão e habilidade, lhe será confiado patrimônio e a vida de pessoas.
Depois, quando vemos alguns desses donos de empresa realizando algumas “besteiras” e outros indo à falência, a gente “cobra”. Colocamos todos “num mesmo balaio.”
Mas vamos ser diferentes. Vamos nos preparar.
Vamos treinar, e treinar continuamente.
Vamos aprimorar a nossa visão. Vamos ser diferentes para fazer a diferença no mundo dos negócios. Vamos “decolar” novos sonhos. Vamos “pilotar” novos negócios. Vamos voar alto!