- Veja só a capa do jornal. Vândalos? Onde é que existem?
- Ora, nas grandes metrópoles, exclama o simples cidadão numa roda gostosa de chopp…
- Mas como podem existir estes personagens?
- Saber direito eu não sei, só sei que eles agem na “calada da noite” e levam tudo…
- Tudo? Exclama o outro cidadão, aquele que está de posse do jornal e também de posse do copo de chopp. Explica melhor. Não estou entendendo…
- Fiquei sabendo que estes “caras” estão levando tudo: tampas de ferro – aquelas colocadas junto aos “bueiros” -, fios, telefones dos “orelhões“, lâmpadas das ruas, tampas de ferro dos poços de visita das instalações dos telefones, da água, enfim tudo…Até trilhos, vejam bem, trilhos dos trens, sinaleiras e pedaços de hidrantes. Podes imaginar que isso possa estar acontecendo na nossa cidade?
- Que coisa horrível!!
Bem esse é o diálogo do “botequim”. É o diálogo entre os cidadãos de uma metrópole estupefata com os acontecimentos da atualidade urbana.
Pergunto eu: “Até quando? Até quando teremos gente levando estes materiais e vendendo para outras pessoas. Até quando teremos pessoas que adquirem estes equipamentos públicos? Até quando?”
Na realidade o “estrago” do vandalismo é pago por todos os cidadãos. Se fosse só o dinheiro… Não é só o “sonante“… São os problemas causados pelo vândalo. São carros que caem nas aberturas… São os trens que podem permanecer parados… São ruas às escuras… São locais sem telefones públicos… Enfim um transtorno para todos, talvez até para o próprio vândalo…
- Senhor vândalo, você pode ser o primeiro prejudicado!
Basta!
Até quando!
São exclamações que você, amigo leitor, deve estar fazendo.
Temos que, no mínimo, nos ajudar avisando com urgência a quem de direito quando observarmos estes “personagens urbanos” realizando tais proezas. Mas só isto também não basta. Precisamos avisar imediatamente quando observarmos nos “ferro velho” objetos “estranhos” que pertencem à cidade, pois na realidade são “nossos ” objetos.
É verdade, estes objetos são nossos! Somos os habitantes. Somos os usuários. Somos nós que pagamos os impostos. Somos, na verdade, os prejudicados! Mãos à obra!
Autor: David Iasnogrodski – engenheiro, administrador, escritor
E-mail do autor: david.ez@terra.com.br
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