Com a ascensão do Guga, um dos jogos utilizando raquetes e bolinha mais populares no Brasil é o tênis. Também tem o tênis de mesa, popularmente conhecido por “ping-pong”. Embora em espaços diferentes, os dois jogos tem praticamente a mesma intenção. Os dois adversários tentam ganhar pontos e a partida colocando a bolinha num local que dificulte a chegada do outro jogador. Quer pela força da jogada, quer pelo toque sutil sobre a rede ou ainda pela bolinha jogada no fim da quadra ou junto a linha lateral.
Após um tempo de jogo, alegria de um e tristeza do outro. Como regra, sai um vencedor e um perdedor.
Há também outro jogo – uma brincadeira – praticado com raquetes e bolinha. Aqui no sul do Brasil, normalmente brinca-se na praia. É conhecido por “frescobol”. O intuito não é jogar a bolinha longe do alcance do outro, mas sim, próximo, para que o outro possa devolvê-la. De preferência, sem cair.
Enquanto no jogo de tênis a relação entre os jogadores são de adversários, no “frescobol” são parceiros. Fazem de tudo para a bolinha não cair.
Nas empresas temos relações com os funcionários, fornecedores, clientes e comunidade, entre outros.
Então surge a pergunta: Qual a relação da nossa empresa com os funcionários? É a do jogo de tênis? Procuramos dificultar ao máximo, “remetendo a bolinha com muita força?” – Exigimos demais dos nossos funcionários?
E com nossos fornecedores? “Jogamos a bolinha no fundo da quadra?” – Estendemos os prazos ao máximo?
E com nossos clientes? “Jogamos a bolinha sutilmente junto a rede?” Sutilmente vendemos a ele algo fora de seu alcance?
E com a comunidade? Nos portamos como superiores e não tomamos conhecimento da outra parte? A postura da nossa empresa é de não levar em conta a comunidade a que está inserida?
Senhores leitores: Já passou o tempo que enxergaríamos os nossos funcionários, fornecedores, clientes e a comunidade como adversários, como no jogo de tênis. A empresa moderna, que crescerá e terá vida longa, deve ver estes como parceiros, assim como no “frescobol”. “Devemos jogar a bolinha no alcance deles”. Assim, eles poderão devolvê-la (poderão dar retorno a nossa empresa). Se saírem como derrotados hoje, que motivação terão amanhã?
No “frescobol”, assim como na empresa, mesmo jogando a bolinha para facilitar o retorno do parceiro, as vezes ela cai – os problemas acontecem -. Então, a gente junta a bolinha e começa a jogar novamente.