Aguardava-se que esse conclave magno da agropecuária e do “agribusiness“, fosse um “habitat” de quem trabalha no campo, hoje, com novas idéias, com muito mais profissionalismo e visão empresarial.
Agora, passada a sua realização tecemos algumas reflexões sobre o que foi a EXPOINTER/2004. Sem dúvida, a maior e melhor de todas as épocas. Desenvolveu-se num clima de muito otimismo, com a mais alta confraternização e dentro de um ambiente de paz Os negócios foram bons. A beleza do Parque era invejável, a organização fantástica, a infra-estrutura das dependências impecável. Foi, indiscutivelmente, a grande vitrine do agronegócio gaúcho. Essa vigésima sétima edição da EXPOINTER colocou em destaque nacional a pujança do campo e do segmento agroindustrial gaúcho. No tocante a visitações, ultrapassou a anterior; segundo registros oficiais, esteve, este ano, no Parque Assis Brasil, 720 mil pessoas. Realmente um número altamente significativo.
Quanto à comercialização de animais, só em pista, foram vendidos 1.512 animais. Os ovinos foram os que alavancaram os negócios, reapresentando, no total, quase 31% da comercialização, tendo como carro chefe à raça de corte Texel.
As vendas com máquinas agrícolas e equipamentos alcançou R$ 218 milhões. Neste ponto, convém destacar que o Ro Grande do Sul é o responsável por 60% da produção nacional de máquinas agrícolas.
Os financiamentos proporcionaram e facilitaram a comercialização em geral, mais especificamente, o setor de máquinas e implementos agrícolas. Destacaram-se os empréstimos fornecidos aos médios e pequenos produtores rurais, ultrapassando toda e qualquer expectativa. Registre-se a ênfase para a aquisição de máquinas de pequeno porte, plantadeiras e pulverizadores. Os programas mais utilizados foram o MODERFROTA e PRODEAGRO.
Em suma, a EXPOINTER, este ano, indiscutivelmente, foi a mais promissora de todas, a de melhor astral, a mais organizada e de melhor ambiência. Proporcionou, com segurança e tranqüilidade, a melhor desenvoltura para todos que a visitaram e às transações comerciais.
Concluo, portanto, registrando, essa EXPOINTER seria – e foi – a festa da retomada do agronegócio gaúcho, livre completamente dos ranços de um passado recente. Criou-se ali o clima que o homem do campo precisa para o bom desencadeamento de seu processo produtivo, garantindo, assim, o sustentáculo econômico e social do desenvolvimento nacional.
Autor: Mario Hamilton Villela – Engº Agrônomo e Prof. Me. da PUCRS.
E-mail do Autor: mhvilela@pucrs.br
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