A responsabilidade social de empresas públicas e privadas sobre o quesito segurança, atualmente, está falhando com a sociedade, uma vez que o setor público não possui os recursos (humanos, materiais, financeiros, viaturas, combustível e equipamentos de proteção individual) suficientes para suprir as deficiências existentes. A comunidade telefona para o número 190, por exemplo, ou a qualquer departamento policial, esperando um pronto atendimento na solução para o seu problema, todavia, sequer imagina como funciona o processo de seleção que define qual será a ocorrência que terá prioridade ou quanto re-trabalho gerado devido aos trotes passados por pessoas irresponsáveis ou até mesmo por delinquentes, tentando desviar a atenção da polícia. Creio que as entidades policiais fazem mágica para atender a tantas solicitações de pedido de policiamento, mas também admiro a coragem que os policiais (militares, civis, federais e outros) possuem para trabalhar com tanta adversidade e baixa remuneração. No setor privado existem empresas de segurança que prestam serviços com qualidade e muitas são terceirizadas ou contratadas por órgãos públicos e até são eficientes. Será que existe uma troca de informações eficaz (policial-cidadão) entre o setor público e privado, capaz de solucionar os problemas de segurança pública, deixando de lado os interesses corporativos? Portanto, temos que parar de criticar e tentar descobrir se são do setor público (município, Estado ou União) ou da sociedade (setor privado) como um todo, os culpados pela falta de segurança.
Autor: Luiz Augusto Carvalho
E-mail: naccorp@bol.com.br
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