Para quem já leu sobre a matéria sabe perfeitamente da nossa indignação. Relato que o processo tramita na 12ª Vara da Justiça Federal, com o número 0006892795, que a Fazenda Nacional move contra Sulbrasileiro Participações desde 1986, portanto, há 18 anos, ou seja, quase duas décadas de espera do reestabelecimento dos nossos direitos. Fomos lesados de tal forma que muitos sofreram sérios problemas, sem que ninguém tomasse medidas urgentes para reestabelecer o que de direito. O que me causa tamanha indignação é que em alguns momentos a Justiça é ágil, em outros é lenta, lenta até demais, sem críticas, mas dentro da realidade. Leiam as palavras textuais do diretor de Valorização Profissional/Ajuris, Luiz Gustavo Pedroso Lacerda, referente à condenação de arcebispo: “deveria, ao contrário, ressaltar que clérigos ou leigos são tratados igualmente pela Justiça, que não resguarda privilégios.” Por alguns instantes, houve alívio e até acreditei ser verdade, mas logo li no jornal a seguinte notícia: “fazem alaúza do pedido de Maria Thereza, viúva de Jango, pelo pedido de indenização com base na Lei de Anistia.” Mas o que surpreendeu foi o processo nº 2003.02.24764, onde é parte o senhor presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva, protocolado em 14/05/03. O processo deu um monte de voltas e já está nas mãos do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Meu Deus, quanta agilidade! Será que não há privilégio? Em apenas um ano o processo do excelentíssimo presidente já está em fase final. E a nossa resposta? Bem, a resposta está estampada em quase 20 anos de espera, contrariando alguns princípios da igualdade ou dos privilégios. Por favor, queremos apenas o que é nosso e nada mais. Porque mesmo assim ainda sobram resquícios de fé na Justiça.
Autor: Diogenes Dalzotto – Tapejara/RS
E-mail do Autor: camaratapejara@netvisual.com.br
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