Quando um governo, em quaisquer das esferas, fica com o caixa raspado, encontra a solução fácil de aumentar impostos e contribuições, repassando-os diretamente ao bolso do consumidor. As empresas e os consumidores brasileiros não agüentam mais estas alternativas simples e inócuas. Ouvimos um dia desses uma entrevista do senhor Jorge Gerdau Johannpeter, dizendo que o problema do “estado brasileiro ” é a má gestão. E, de fato, pode-se constatar claramente isto.Na área contábil poderíamos, em tese, argumentar que quanto mais burocráticos e complicados os sistemas de arrecadação, melhor seriam, pois poderiam criar novas áreas de trabalho. Analisando de forma simplória, até pode ser, mas de que adianta isso se muitas empresas estão diminuindo o ritmo, outras se desativando ou parando suas atividades e outras quebrando? Conseguiremos aumentar o nosso campo de trabalho quando tivermos mais empresas ativas gerando mais empregos, empresários pagando tributos de formas mais simplificadas e nós ajudando os empreendedores a gerirem os seus negócios. No nosso ponto de vista esta sim é a grande e próspera atividade em desenvolvimento, na área contábil. O brasileiro não é mau contribuinte, mas é preciso que os governantes no dêem retorno com investimentos em saúde, ensino,saneamento , segurança e sistema viário, para não aprofundar mais. Ninguém precisa ser especialista para saber que acréscimo de arrecadação se faz aumentando a base, e não aumentando alíquotas.
Autor: Marco Veleda e Luiz F. da Rosa Pohlmann – Associação dos Profissionais da Contabilidade de Santa Maria/RS.
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