Alguns fatos que aconteceram na cena política fizeram cair a máscara da esquerda, ao menos aqui no Brasil. Recentemente tivemos o Fórum Social Mundial aqui em Porto Alegre, com o ápice do evento se dando com a longa palestra do presidente venezuelano Hugo Chaves e seu discurso vazio e populista. Aqui no Uruguai assumiu o presidente Tabaré prometendo implementar um programa tipo o “Hambre Zero”, similar ao programa “Fome Zero”. No meio da esquerda que toma o poder na América Latina ninguém mais fala do Chile.
Vamos refletir a respeito de tudo que está acontecendo: o presidente Hugo Chaves acaba de colocar um mordaça na imprensa, onde tudo pode se falar, menos mal do presidente, pois caso contrário aquele que cometer este deslize terá que ser penalizado. Lembra um pouco as leis que vigoram em Cuba, com exceção do “paredão”. O Uruguai, com sua economia pífia, vislumbra poder sair da crise com um governo de esquerda e toda uma política social que pensam poder levar o país a um outro patamar de desenvolvimento.
Agora, pensem comigo, o Hugo Chaves só vem corroborar com a idéia de que a esquerda não se sustenta em um regime democrático de direito. Ano passado o governo Brasileiro tentou censurar a imprensa com a criação de conselho na área de jornalismo, tipo um órgão normativo que cercearia a liberdade de expressão. Na América Latina, a nação que encontrou um maior salto de crescimento, qualidade de vida e estabilidade social foi o Chile, que adotou o modelo “neoliberal” bombardeado pela esquerda. Mas o que estes que criticavam falam agora? Silenciaram e buscam outras razões para seus fracassos? A verdade é que regime de esquerda não combina com democracia. Esta premissa vem acompanhada de liberdade de expressão e liberdade de mercado algo que que não combina com os ideais da esquerda.
Enquanto isso, aqui no Brasil o executivo acha inimigos dentro do IBGE e busca com ações populistas implementar sua cartilha. Vejam a reforma universitária por exemplo em que o governo tenta partidarizar o meio universitário com a criação de diversos “conselhos comunitários sociais”. Desta forma, veremos no tal “conselho”, pessoas de fora do processo de ensino, ligados ao MST por exemplo. Antes que levantem bandeira de “fora FMI” eu deixo a pergunta: de quem é a culpa de nossas mazelas? Dos gringos ou de nossos políticos que promovem uma verdadeira farra de gastos sob a batuta do Severino em Brasília?
Autor: Marcelo do Vale Nunes
E-mail: mvn@portoweb.com.br
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