O Brasil está menos desigual, ainda foi pequena a melhora, mas, quando se olha o que aconteceu no País desde a estabilização até o ano passado, o que se vê é uma queda lenta, é verdade, do índice Gini de concentração de renda. O Gini mede apenas a renda monetária, embora haja outros avanços, como, escolaridade, afirma o Economista Sérgio Besserman. Por que comemorar tão pequena queda de um índice tão alto? Porque este tem sido o índice mais resistente à queda. É que a renda é estruturalmente concentrada no Brasil, mas a Os dados mostram que, a cada ano, ó Brasil dá mais um passo na direção certa: o brasileiro estudou mais, as crianças estão muito mais presentes na escola, a qualidade da habitação melhorou, as casas estão bem mais equipadas, a desigualdade entre homens e mulheres diminuiu. Em alguns itens, o salto foi impressionante: três vezes mais domicílios com telefone. Desigual, o Brasil continua sendo mesmo quando avança. No Nordeste, o número de casas com luz elétrica aumentou de 75,7% para 91,7% e, no Sudeste, saiu de 96,4% para 99,4%
pequena melhora pode ter grandes causas: a queda da inflação permitiu vários avanços, a democracia permitiu maior discussão sobre políticas públicas, e os avanços que vinham sendo constatados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) foram confirmados em 2003.
Autor: Antonio Cesar Gargioni Nery – Economista e administrador público
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