A auditoria interna é uma atividade de avaliação e de assessoramento da administração, voltada para o exame e análise da adequação e eficiência dos sistemas e processos, bem como a qualidade do desempenho das áreas ou unidades no cumprimento das metas, objetivos e políticas definidas no Plano Estratégico da empresa.
São atribuições da auditoria interna:
a) avaliar os componentes significativos das demonstrações financeiras das empresas integrantes do sistema ou grupo empresarial de fundos e programas por ele administrados;
b) avaliar a observância às diretrizes, normas políticas, planos, procedimentos, leis e regulamentos aplicáveis; o nível de economididade no uso dos recursos e da eficiência operacional;
c) funcionar como disseminadora das estratégias políticas e mudanças da organização e ser agente catalisador de sugestões e propostas do corpo funcional; d/i acompanhar o cumprimento de recomendações decorrentes de trabalhos de auditoria interna e externa e a correção de problemas de caráter organizacional estrutural, operacional e sistémico sugeridos; e) elaborar o plano de atividades de auditoria e relatórios de atividades de auditoria e de seus resultados.
Os objetivos atuais são: avaliar continuamente a empresa, sob a ótica de eficácia, eficiência operacional e da qualidade dos controles internos, através da análise de seus processos, segundo o nível de risco de cada um, identificando problemas relevantes, discutindo e participando das soluções, acompanhando as implementações e as ações preventivas e corretivas. A auditoria interna se insere dentro do sistema de controle interno das empresas, com uma missão ainda maior que é a de assegurar a própria adequação j do controle interno e a sua contribuição efetiva para os resultados da empresa. Ela pode atular basicamente de três formas:
a) direta – visita “in loco” pêlos auditores às unidades ou áreas a serem examinadas;
b) indireta – mediante aplicação de questionários a serem respondidos pelos gestores e/ou funcionários;
c) à distância – através de monitoração à distância de atividades, procedimentos e serviços. Coleta e exame de informações junto aos sistemas contábeis e operacionais; estabelecimento de trilhas de auditoria e de sistemas auditores.
Várias modalidades de auditoria foram incorporadas ao longo do processo de desenvolvimento da atividade, destacando-se as seguintes:
a) contábil/financeira que focaliza prioritariamente as demonstrações financeiras, examinando e avaliando as partes componentes desses demonstrativos, bem como os procedimentos e registros, aferindo o nível de aderência à legislação e aos Princípios Fundamentais da Contabilidade, como também às normas internas da empresa. O enfoque financeiro cobre, prioritariamente, as áreas de tesouraria, aplicações financeiras, captação de recursos, e envolve avaliação de liquidez e rentabilidade, além de focalizar a atividade de planejamento e controle dos resultados;
b) Operacional que é modernamente considerada, em essência, um enfoque. A auditoria operacional procura aferir se a organização ou unidade submetida a avaliação opera eficientemente. Sob esse enfoque, o auditor interno deve avaliar as operações da empresa segundo o escopo dos seus objetivos definidos no plano tático ou operacional. O objetivo geral da auditoria operacional é assessorar a administração no desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, avaliando se a organização, unidades, sistemas, operações e programas estão atingindo os objetivos da corporação de forma eficiente;
c) Sistemas, que abrange o exame e avaliação dos processos de desenvolvimento, teste aplicativo e operação dos sistemas, cabendo informar à administração sobre a adequação, eficiência, segurança, custos, documentacão etc. Afora a cobertura dos riscos do processamento eletrônico de informações, a auditoria de sistemas tem papel fundamental no apoio à execução das demais modalidades da auditoria, seja na extração de informações dos sistemas, seja na implementação de trilhas de auditoria e, também, no próprio processo de automação interna do órgão de auditoria;
d) Qualidade que é um pressuposto básico em todas as atividades da empresa e tem merecido, também, um foco especial da auditoria. No entanto, é importante analisar a questão não somente sob a ótica da percepção do cliente; mas também, do ponto de vista de contribuição para os resultados da empresa. Em tese o objetivo da empresa é dotar os seus produtos do mais alto padrão de qualidade. Porém não se pode esquecer de verificar se o seu cliente está disposto a pagar pêlos custos adicionais incorridos para produzir com maior qualidade;
e) Gestão, pois cada uma das modalidades de auditoria apresentam características específicas, na maioria das vezes elas se sobrepõem, e nem sempre é possível segmentar cada uma delas. A financeira complementa a operacional, que por sua vez se utiliza da auditoria de sistemas e todas estão focadas na obtenção dos melhores resultados para a empresa.
Assim, podemos observar que as verificações de auditoria, qualquer que seja o tipo, têm por objetivo final contribuir para a melhoria dos resultados. A auditoria de gestão, especificamente, se utiliza dos procedimentos adotados nas outras modalidades de auditoria, porém muito mais focada na avaliação dos resultados obtidos pela unidade sob exame, em confrontação com a estratégia e o plano de ação, bem como na identificação de ameaças e oportunidades para consecução de resultados futuros.
Autor: Armando Gass – Integrante da Comissão de Estudos de Auditoria Interna do CRC-RS.
E-mail: amandogass@terra.com.br
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