Pular para o conteúdo principal

M&M Contabilidade

Patrimônio e o entorno meio ambiental natural

INTRODUÇÃO

 


O patrimônio influencia o meio ambiente natural  e o meio natural influencia o patrimônio.   


 


Há interação constante entre a riqueza da célula social e a natureza  mesmo que isto seja pouco observável.


 


Há, hoje, uma preocupação dos estudiosos em observar e analisar as conseqüências dessa interação. Cresce a importância da observação e  análise porque sabemos que o aumento da dinâmica do capital pode  trazer benefícios ambientais como  problemas ao meio ambiente natural onde está inserida a célula social.


 


Segundo  o Prof. Lopes de Sá (2002) a natureza pode receber influência benéfica ou maléfica em decorrência da ação do patrimônio das empresas e instituições e este, também, receber benefícios ou malefícios do entorno natural.


 


Há uma conscientização progressiva, no mundo, da necessidade de desenvolvimento sem prejudicar o meio ambiente natural. Este é um caminho sem retorno. Ou o homem preserva a natureza ou a humanidade terá sérios problemas de sobrevivência.


 


Nada adianta demonstrar os custos ambientais nos demonstrativos contábeis se não houver uma conscientização da necessidade do cuidado com o ambiente natural. A contabilidade tem um papel fundamental neste contexto em criar modelo contábil voltado para a eficácia do patrimônio e da gestão ambiental da célula social. Para se conseguir esta eficácia é necessária observar e analisar o que ocorre na essência do patrimônio e sua influência no entorno ecológico.


 


 


FENÔMENO PATRIMONIAL E FENÔMENO AMBIENTAL NATURAL


 


O fenômeno patrimonial é tudo o que ocorre na essência da riqueza da célula social.


 


Qualquer fato que altera o patrimônio da organização dará origem a um fenômeno patrimonial. Isto ocorre tanto na célula social como na instituição não lucrativa.


 


Há variadíssimos fenômenos patrimoniais diariamente em Bancos como em grandes empresas, em sua totalidade inauferível (alguns sequer se registram). Nas pequenas organizações também ocorrem os fenômenos patrimoniais, mas em menor número pois o volume de negócios é menor.


 


O número diário de fenômenos patrimoniais que ocorrem no Bradesco ou no porte de uma empresa como a Wolkswagen será bem maior do que aquela que ocorre numa pequena empresa. O fenômeno patrimonial, todavia, existe tanto em uma como em outra empresa, independentemente do porte da célula social.


 


O fenômeno contábil pode ser até alheio à vontade da direção. É o caso da influência ambiental exógena quando um agente externo modifica a utilidade de um meio patrimonial (como a seca, as inundações, geadas, vendavais, descargas elétricas etc.). Também um motor que está no estoque pode ser tangido pôr um fato externo como a obsolescência. Este motor torna-se obsoleto pôr lançamento de outro com nova tecnologia. Podemos observar que a existência do fenômeno patrimonial pode ocorrer pôr influência ambiental endógena e exógena, ou seja sob a ação de agentes internos ou externos. Tais forças são de difícil controle pela administração. Só uma direção competente e com conhecimento poderá anular algumas influências externas.


 


O Prof. Lopes de Sá, discorrendo sobre a matéria (trabalho identificado na Bibliografia) afirmou que  “seja qual for o acontecimento e ocorra em que tempo ocorrer, sob a ação da vontade ou independente da ação da referida vontade, ainda que não possa ser detectada imediatamente, será sempre um fenômeno patrimonial se tanger a essência da riqueza aziendal”.


 


Há fatores internos na empresa que  criam os fenômenos patrimoniais porque são forças que movimentam a riqueza (segundo axioma do neopatrimonialismo a riqueza não se move por si mesma). 


 


A compra em excesso de meios patrimoniais, de imóveis que não vão dinamizar a célula social, exagero nas vendas a prazo, abuso no uso  de empréstimos bancários etc. todos estes  fatores criam o fenômeno contábil mas também geram, no caso, a ineficácia patrimonial. Os fatores externos como internos da célula social podem causar desequilíbrio patrimonial.


 


Há fatores que contribuem para a eficácia da riqueza como há fatores que causam ineficácias no capital da empresa.


 


O modelo contábil deve ser construído tendo pôr base a ocorrência normal, ou seja, aquela da qual a eficácia deflui. 


 


A contabilidade, a biologia,  a medicina, todas essas ciências estudam  os casos  não naturais na esfera das anormalidades.


 


A compra de um computador envolve uma série de observações ao despertar da necessidade até sua satisfação. Ocorrendo a satisfação da necessidade há eficácia.


 


Se a empresa compra três computadores precisando sós de um é o caso do excesso de compra e entra na esfera da anormalidade pois está além do necessário, causando, assim, a ineficácia.


 


Escreve o Prof. Lopes de Sá (obra identificada na bibliografia) que  “a essencialidade do fenômeno patrimonial é aquilo que, em estado puro, representa o fato ocorrido com a riqueza e não se confunde com a forma de quantificação e simples informação sobre o mesmo fenômeno”.


 


A contabilidade que se preocupa só com a forma de quantificação e a simples informação está obsoleta. O que importa é o fato contábil ocorrido com suas conseqüências no patrimônio. O importante é  a utilidade que o  meio patrimonial exerce sobre a  riqueza da organização.


 


Assim como ocorre o fenômeno patrimonial na riqueza da célula social ocorre o fenômeno ambiental natural no entorno.


 


Quando chove produz-se o fenômeno ambiental natural. Quando faz frio ou calor há o fenômeno do ambiente natural. Assim geram-se inúmeros fenômenos naturais. Todos esses fatos podem tanger o patrimônio, assim como a mutação patrimonial  pode afetar  a natureza.


 


A vinda do frio traz consigo a procura de roupas para se proteger da baixa temperatura,  como a vinda do calor traz consigo a procura de roupas apropriadas para o verão.


 


Tais fatos influem no giro dos estoques e na formação deles.


 


A aplicação no reflorestamento da beira de um rio influi sobre  a natureza. A aplicação na despoluição de um rio melhora o  ambiente natural, em defluência de fatos patrimoniais.


 


Ocorre o fenômeno ambiental natural quando há alteração do meio ambiente natural e esta alteração pode ocorrer pôr influência da dinâmica patrimonial da organização.


 


A mutação patrimonial,  com o advento da revolução industrial, século XVIII, tem trazido, até nossos dias, sérios problemas ambientais, ameaçando o equilíbrio do ecossistema. Alerta Boff  (1999) que um cuidado todo  especial merece nosso planeta Terra. Temos unicamente ele para viver e morar. É um sistema de sistemas e superorganismo de complexo equilíbrio, urdido ao longo de milhões e milhões de anos. Pôr causa do assalto predador do processo industrialista dos últimos séculos esse equilíbrio está preste a romper-se em cadeia (motivado especialmente pelas ditas superpotências). Desde o começo da industrialização,  no século XVIII, a população mundial cresceu 8 vezes, consumindo mais e mais produtos naturais, somente a produção, baseada na exploração da natureza, cresceu mais de cem vezes. O agravamento deste quadro com a mundialização do acelerado processo produtivo faz aumentar a ameaça e, consequentemente, a necessidade de um cuidado especial com o futuro da Terra.


 


Com  o objetivo do lucro a qualquer preço  a maioria das empresas, principalmente as indústrias, não se importou em poluir e exaurir a natureza, consumindo de uma forma desenfreada os recursos naturais e ejetando resíduos nocivos em defluência da exploração irracional e ambiciosa.


 


Após a 2ª guerra mundial, com a experiência da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, surgiu a consciência ecológica. Viu-se o poder de se destruir e a ameaça grave que paira sobre o planeta Terra. A partir daí se despertou uma consciência que se deve dar limites ao homem em seu poder de destruição. O ser humano começou a ser dar conta da necessidade de criar mecanismos de controle da exploração da natureza e da poluição ambiental que ele causou e ainda continua a causar.


 


A experiência da guerra do Vietnam onde os estadunidenses lançavam bombas de “napalm” que destruía totalmente as vegetações também foi um fator que despertou na comunidade uma consciência ecológica e a se manifestar contra este tipo de ação e se posicionar em favor da preservação da natureza. 


 


O destino de toda a humanidade não pode estar ao sabor de ambições de grupos beligerantes, inconscientes, tendo como credo apenas a ganância e esta hoje é uma consciência da maior parte das populações, ressalvados os casos de alguns poucos países subservientes e submissos em suas políticas externas, onde os governos se esqueceram dos deveres para com a humanidade e perderam a dignidade de seres viventes.


 


APLICAÇÕES NO AMBIENTE NATURAL


 


Nem todas as empresas, nem todos os governos se  conscientizaram, ainda, da necessidade de cuidar da natureza e dos seres que vivem nela. Algumas aplicam na proteção do meio ambiente natural e outras não.


 


A aplicação na proteção do meio ambiente natural pode ser feita pêlos seguintes motivos:


 


a)      Por meio compulsório.


 


Quando há aplicação na proteção ambiental natural por obrigatoriedade de lei.


 


Com o avanço da consciência ecológica mundial criou-se a legislação ambiental para proteger o meio ambiente natural. Assim os países mais desenvolvidos (que mais poluíram a natureza) e os em desenvolvimento, hoje, tem sua legislação ambiental ou estão preocupados em tê-la (embora os Estados Unidos seja o que menos respeita tais condições, como o provou no caso do Tratado de Kioto).


 


No Brasil, o estado do  Rio Grande do Sul possuí o  Código Estadual do Meio Ambiente – Lei Estadual n. 11.520 de 03.08.2000,  criado para controlar as empresas poluidoras da natureza.


 


As organizações estão se adaptando a lei e assim poluindo menos a natureza. Observa-se que algumas indústrias poluidoras, pôr força da lei ambiental, aplicaram recursos em mecanismos para evitar a poluição da natureza.


 


As mais poluidoras são obrigadas, pôr legislação ambiental, a fazer auditoria ambiental. O art. 14 – XII da Lei estadual do Rio Grande do Sul – n. 11510 de 03.08.2000 diz: “Auditorias ambientais – são instrumentos de gerenciamento que compreendem uma avaliação objetiva, sistemática, documentada e periódica da performance de atividades e processos destinados à proteção ambiental, visando a otimizar as práticas de controle e verificar a adaptação da política ambiental executada pela atividade auditada”.


 


Segundo Caseirão (1998), o Regulamento Comunitário que instituiu o EMAS (Eco-Management and Audit Scheme ou Sistema de Eco-Gestão e de Auditoria Ambiental): “É uma ferramenta de gestão que comporta uma avaliação sistemática, documentada, periódica e objetiva do funcionamento de uma organização e dos seus processos destinados a assegurar a proteção do ambiente e que visa a: facilitar o controle operacional das práticas susceptíveis de terem impacto no ambiente e avaliar a conformidade das políticas ambientais da empresa”.


 


Estabelece o art. 88 do Código Estadual do Meio Ambiente: “Toda a atividade de elevado potencial poluidor ou processo de grande complexidade ou ainda de acordo com o histórico de seus problemas ambientais, deverá realizar auditorias ambientais periódicas, às expensas e responsabilidades de quem lhe dar causa”.


 


E o art. 97 da Lei n. 11.510 de 03.08.2000 determina:


 


As auditorias ambientais deverão contemplar:


 


I – levantamento e coleta de dados disponíveis sobre atividade auditada;


 


II – inspeção geral, incluindo entrevistas com diretores, assistentes técnicos e operadores da atividade auditada;


 


III – verificação entre outros, das matérias-primas, aditivas e sua composição, geradores de energia, processo industrial, sistemas e equipamentos de controle de poluição (concepção, dimensionamento, manutenção, operação e monitoramento), planos e sistemas de controle de situações de emergências e riscos, os subprodutos, resíduos e despejos gerados da atividade auditada;


 

Soluções Contábeis Completas para Sua Empresa

Abertura de Empresa

Ajudamos você a abrir sua empresa de forma rápida, segura e sem burocracia, garantindo que tudo esteja regularizado desde o início.

Assessoria para
MEI

Cuidamos de toda a burocracia do MEI: DAS, declaração anual, para você focar no crescimento do negócio.

Contabilidade para Igrejas

Oferecemos suporte completo para gestão fiscal, contábil e financeira de instituições religiosas, garantindo regularidade e segurança.

Contabilidade Especializada

Contabilidade completa para empresas dos principais regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Receba nosso Informativo

Novidades tributárias, trabalhistas e contábeis direto na sua caixa de entrada.

Pronto para ter uma contabilidade que trabalha a favor do seu negócio?

Preencha o formulário para receber o eBook gratuitamente