Os detratores do governo Lula, o PFL e o PSDB, capitaneados pelo ex-presidente FHC e amparados por fartos espaços nos monopólios da grande imprensa- armaram-se da CPI dos Correios para tentar impor um desgaste político ao governo federal, prenunciando o nível que pretendem imprimir à campanha eleitoral que se avizinha. Agora travestidos de paladinos da ética, dão a impressão de que o Brasil está mergulhado num mar de lama, como nunca visto. Ora, é preciso analisar a situação com bom senso e informações corretas sobre o que acontecia no país quando estes setores eram governo e também sobre as ações que estão sendo desenvolvidos pelo governo Lula para combater a corrupção.
Somente a Polícia Federal já realizou 75 operações que resultaram na prisão de 436 pessoas, sendo 151 servidores públicos e 44 policiais federais entre 2003 e 2004. Exemplos são as operações Anaconda, Vampiro, Pensacola, Cavalo de Tróia, Praga do Egito, Águia, Pindorama e tantas outras. As forças-tarefa do INSS localizam benefícios pagos indevidamente e a Controladoria Geral da União fiscaliza a aplicação das verbas federais em todo o país. Desde 2003, a Corregedoria fiscalizou mais de 680 áreas municipais e realizou seis mil auditorias em órgãos federais, que resultaram em quase dois mil e 500 encaminhamentos ao Tribunal de Contas da União. O governo também instituiu o Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, que inclui representantes da sociedade civil, e o Portal da Transparência, onde o cidadão acompanha os gastos e investimentos federais em todo o país. Além disso, assinou a participação do Brasil na convenção da ONU contra a corrupção e no ano que vem vai realizar o quarto Fórum Global e Combate à corrupção, em Brasília.
As ações se multiplicaram porque esta é uma política de governo. A corrupção não nasceu e nem aumentou no atual governo. Mas ela está sendo investigada e punida numa escala que o país nunca viu antes. Esta é a verdade que os cabos eleitorais de FHC querem esconder, tanto quando escondem que em 1995, logo depois de assumir, Fernando Henrique extinguiu, por decreto, a comissão especial de investigação instituída pelo seu antecessor para combater a corrupção. Também não mencionam o escândalo do Sivam, a farra do Proer, o caixa dois de campanhas eleitorais de FHC, as propinas nos processos de privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce, a compra de votos que garantiu a reeleição de FHC, o caso dos grampos telefônicos, os precatórios do DNER, o caso Marka/Fontecindam, o caso da base de Alcântara, o rombo na Sudam, os desvios na Sudene, o calote no Fundef,as irregularidades em 121 obras federais,o avanço da dengue e muitos outros casos que não há espaço para enumerar e explicar aqui, mas que estão disponíveis em nosso site (www.deputadoschmidt.com.br).
Autor: Luis Fernando Schmidt – Deputado/PT, Presidente Comissão de Serviços Públicos
E-mail: luisschmidt@al.rs.gov.br
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