A criminalidade tomou proporção incontrolável, não é alarmismo é mera constatação e observação do que está ocorrendo. Ao ler o leitor Eduardo Zimmer Sampaio, pensei tivesse eu escrito, pois sofri situação semelhante pela quarta vez assaltado à mão armada, com pistola apontada para cabeça, e ainda com aquele diálogo do tipo .vou te matar.. Afora os arrombamentos da casa e do próprio local de trabalho, cujas ferramentas profissionais foram levadas das outras vezes. Que inferno! Com a família no carro, filha, neto e esposa. Acabara de sair do meu escritório um casal que há uma semana havia sido assaltado. O carro ainda não havia sido encontrado, até 31/10/06, todos a quem conto a história absurda, mas recebida pelas pessoas até com naturalidade, tiveram um fato semelhante ocorrido com um amigo, um familiar ou próprio, recentemente. Que inferno! Até quando, canalhas? Estamos vivendo uma barbárie disfarçada, em que todos estão sujeitos, ao sair de suas cavernas, serem engolidos pelos minotauros soltos e protegidos. Pior que selva, pois, lá entre o reino dos animais irracionais a coisa funciona pela lei natural do instinto inteligente. Aqui, pela lei burra da inteligência humana, cuja certeza de estarmos vivos amanhã depende não do avanço da medicina, mas da sorte de não encontrarmos pela frente a mão do carrasco, ou melhor, da sua arma, a qual nem mesmo nos é dado o direito de possuir para defesa. Atendo o telefone neste momento, e minha esposa diz: Acaba de ser assaltado um vizinho. Governadora, socorro! Antes das contas a pagar, proteja a vida dos seus cidadãos e eleitores.