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M&M Contabilidade

A temida inflação

Todas as crises eclodidas no mundo têm suas raízes na inflação. Noutros tempos, a crise financeira explodia nos países ricos. Agora, os governos estão apontando que as nações de economias em desenvolvimento, como o Brasil, por exemplo, estão mais propensos e submetidos a repetir a inflação em vista da política de estímulo ao crescimento; com a elevação de taxas de juros e aperto nos gastos para diminuir a temida inflação. Não obstante, o pior de toda a discussão sobre a possível crise que poderá chegar aos países europeus, está no alerta do Banco de Compensações Internacionais (BIS) ao dizer que a inflação nos países emergentes ameaça a recuperação da economia mundial. O BIS anunciou recentemente uma fenda que separa os países ricos e emergentes. No entanto, o ministro da fazenda, Guido Mantega, contraria os que afirmam essas falsas informações de protecionismo aos ricos, não passando de uma tentativa de transferir aos mercados em desenvolvimento a responsabilidade de livrar a economia mundial dos solavancos de um mercado que outrora foi intocável e independente dos países em crescimento. Na verdade, não cabe que eles, os mais ricos, exijam dos países pobres, maior contribuição para que a estabilidade internacional seja mantida. A maioria dos países estão com medo do retorno da inflação. Esse tremendo impacto da alta dos preços tem efeito maior nas economias flutuantes que dependem de medidas duras para diminuir o custo dos produtos de consumo. No Brasil, infelizmente, as medidas para conter a elevação do custo de vida, se apóia na alta taxa de juros que limita o consumo exagerado dos bens de consumo. A partir daí, os preços baixam, com o agravamento de impor às indústrias uma queda nas exportações. Neste emaranhado e confuso sistema de contenção de despesas internas, convém lembrar que nem sempre atingimos o controle da inflação quando empresas, comerciantes e outros segmentos de produção, mais se preocupam em corrigir os preços das mercadorias, elevando acima de 10% o valor de produtos básicos como: alimentos, roupas, calçados, remédios, serviços gerais, autos e máquinas agrícolas, insumos, telefone, aluguéis e outros não citados ou apontados que escapam da fiscalização e do próprio Procon, órgão regulador da inflação que deve fiscalizar esse mal que corrói os minguados salários do trabalhador assalariado. Na semana passada, a inflação ficou acima da meta de 6,5% e o BIS não se omitiu de anotar que os preços estejam sob controle no país. O aperto monetário é necessário, como também a elevação de taxas de juro, sem deixar de lado o controle do capital e corte de gastos feitas sem limites. Sem dúvida, as maquininhas estão trabalhando a todo vapor ao corrigir os preços das mercadorias. Todos alertam: abaixo a inflação, antes que ela roube a vida de milhões de brasileiros.


 

Por Léo L. Vieira

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