Quatro grandes redes varejistas aderiram a um projeto piloto da Secretaria Estadual da Fazenda, que testa a aplicação da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) nas operações de venda direta ao consumidor. Hoje, a NF-e é amplamente praticada nas operações entre empresas, mas as lojas Colombo, Renner, Panvel e Paquetá levarão a novidade ao público final. Por enquanto, o projeto se limita a algumas lojas. A iniciativa substituirá os processos de emissão de cupom fiscal: ao fazer uma compra, o consumidor receberá uma NF-e contendo uma chave de acesso com dígitos, que poderá ser consultada no site da Nota Fiscal Eletrônica (www.receita.fazenda.gov.br ou www.sefaz.rs.gov.br). A NF-e é autorizada em tempo real pela Secretaria da Fazenda, como acontece nas transações feitas com máquinas de cartões de crédito. Ainda em fase de testes, a NF-e varejista deverá ser implantada oficialmente dentro de dois meses, mas não de forma obrigatória. A intenção é fazê-lo por adesão.
Neste período piloto o foco é o ajuste do sistema, não apenas do ponto de vista operacional, mas também no que se refere ao comportamento do consumidor. Do ponto de vista do Fisco, há vantagens no fato de operar com um sistema único de emissão de notas fiscais, torná-lo menos oneroso, mais transparente e seguro. Do ponto de vista dos varejistas, a padronização da emissão (fornecedores e clientes) também é benéfica, além da flexibilidade operacional, pois em caso de falha do equipamento emissor ou épocas de grande fluxo de vendas, a empresa pode abrir novos “caixas”, sem a necessidade de homologar equipamentos. O consumidor, por sua vez, será beneficiado pela agilidade e segurança do processo. Perderá menos tempo em filas de caixa e não precisará guardar tantas notas fiscais, pois poderá recorrer ao “arquivo fazendário.
Por O Sul Denise Nunes – 13/04/2012 – Página: 2.