Quem precisa de motivação? Certamente não é difícil a pessoa motivada
ser rapidamente identificada através da sua postura, dos seus gestos e
atitudes. A forma como a pessoa desenvolve o seu trabalho, como se envolve
dando sugestões para melhorias e sua disponibilidade para aceitar desafios,
também é um ótimo indicador.
Na família ansiamos por cônjuges e filhos
motivados. Na empresa buscamos o brilho no olhar dos candidatos a emprego. Mas,
afinal o que é motivação? A própria palavra em si nos dá pistas de seu
significado: motivo + ação, ou seja, estímulo para agir.
Embora como humanos tenhamos necessidades
semelhantes, a escala de valores e prioridades são intrínsecas, isto é, nasce
de dentro do próprio ser humano e é situacional, depende do estágio e do contexto
em que cada um se encontra. Em função disso, a capacidade do líder para
influenciar a equipe está diretamente relacionada ao seu conhecimento dos
liderados.
Segundo Abrahm Maslov na sua hierarquia das
necessidades (fisiológicas, de segurança, amor, estima e auto-realização), uma
necessidade uma vez satisfeita, deixa de ser um fator motivacional, cedendo
imediatamente lugar para outra.
Outra característica da motivação é a sua curta
duração. Ela é como desodorante, precisa ser reaplicada todos os dias.
Semelhante ao treinamento, a motivação requer permanente reciclagem, precisa de
constante realimentação. Estas são as razões para o consumo de enorme
quantidade de palestras, livros, vídeos, etc., visando à motivação dos
empresários e seus colaboradores.
Embora seja evidente que ninguém motiva ninguém,
podemos com toda certeza, proporcionar o “click” e disponibilizar
estímulos para que nossos colaboradores se auto-motivem. Para isso há vários
aspectos que podem ser observados e trabalhados para que as pessoas entrem
nesse processo:
– Reconheça. Valorize as pessoas.Agradeça de forma
sincera aos colaboradores, pessoalmente ou por escrito, pelo trabalho bem
executado.
– Escute o que os colaboradores têm a dizer. Dedique algum tempo, sem
pressa, para ouví-los.
– Delegue autoridade.
– Promova mudanças. Encoraje e estimule novas
idéias e iniciativas.
– Crie um ambiente de trabalho aberto, divertido e de confiança.
– Comunique-se. Informe a todos sobre novos produtos e estratégias, de
como a empresa ganha e perde dinheiro e de que maneira os colaboradores se
enquadram no planejamento global dos negócios.
– Envolva. Valorize as funções. Alimente nos colaboradores um senso de
propriedade em relação ao trabalho e ao ambiente.
– Desenvolva. Oportunize que cada colaborador aprenda e desenvolva novas
habilidades e reconheça os avanços.
– Gere comprometimento com os resultados.
Mostre-lhes como você pode ajudá-los a realizar suas metas dentro do contexto
dos objetivos da empresa.
– Defina o que espera de cada um. As metas devem ser claras, entendidas
e compartilhadas, somente assim as pessoas poderão “seguir um norte”,
e não se desgastar em esforços que nem sempre são reconhecidos.
– Realize reuniões de avaliação. Dê feedback
específico sobre o desempenho dos funcionários, do departamento e da empresa.
Oriente os colaboradores sobre um desempenho deficiente ou marginal de modo que
melhorem ou saiam da empresa.
– Ofereça incentivos. Reserve tempo para reuniões e atividades de
reforço do moral e da equipe.
– Faça do desempenho a base para o reconhecimento, recompensas e
promoções.
– Comemore. Comemore os êxitos da empresa, do departamento e de cada
colaborador.
Mais do que ações para motivar é preciso se
precaver para não desmotivar. A motivação precisa ser cultivada, principalmente
através do respeito mútuo e da satisfação de fazer parte da organização.
Pessoas felizes são mais produtivas. Faça da sua
empresa um ambiente confiável e seguro, onde seus colaboradores sintam orgulho
e alegria por fazerem parte dela.
Por Soeli de
Oliveira.