Consultores
explicam quando é vantajoso incluir o parceiro como dependente na declaração
Se o contribuinte
tem um cônjuge que recebeu rendimentos isentos em 2012 ou não possui renda, é
possível incluí-lo como dependente em sua declaração do Imposto de Renda 2013.
“A declaração conjunta é mais vantajosa quando apenas um dos contribuintes é isento,
porque o titular de declaração pode abater, além dos R$ 1.974,72 por dependente
legal, as despesas e doações efetuadas do parceiro”, afirma o diretor executivo
da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.
Vale lembrar que quem recebeu, durante o ano passado, rendimentos inferiores a
R$ 24.556,65, está isento de declarar o Imposto de Renda 2013 e pode ser
incluído como dependente na declaração conjunta.
O sócio-diretor da KSI Brasil, Tethuo Ogassawara, aconselha que os casais façam
uma simulação da declaração conjunta – colocando um deles como dependente e
incluindo sua renda – e criem outra separada. “Assim é possível analisar qual
situação é mais vantajosa, resultando em uma restituição maior ou em menos
imposto a pagar”.
Para o especialista da KSI, se ambos os cônjuges tiverem rendimentos
tributáveis, é mais interessante declarar em separado.
A ficha “Informações do Cônjuge ou Companheiro” – a palavra ‘companheiro’ foi
incluída em 2013 para casais em regime de união estável – só deve ser preenchida
se a declaração não for conjunta ou se os bens comuns do casal estiverem
informados na declaração.
Segundo a Receita Federal, quem teve posse ou propriedade de bens e direitos
acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro do ano passado, e teve os bens comuns
declarados pelo cônjuge ou companheiro, está dispensado de apresentar a
declaração, desde que a soma total de seu patrimônio pessoal não ultrapasse
esse limite.
DEPENDENTES
Pais e mães com filhos que optarem pela declaração separada, por sua vez, devem
decidir em qual declaração colocar os dependentes. “Eles não podem figurar nas
duas declarações, caso o casal opte por declarar em separado”, adverte
Domingos, da Confirp.
Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/impostoderenda/2013-03-15