Pular para o conteúdo principal

M&M Contabilidade

Um retrato atual do empreendedor brasileiro

Abrir um negócio próprio não é mais opção para a
falta de emprego, mas sim uma oportunidade de crescimento profissional e de
independência financeira. Porém, ainda há um grande déficit educacional a
suprir – principalmente quando se fala de gestão de pessoas, fluxo de caixa e
administração dos negócios. Pelo menos é o que aponta a pesquisa Empreendedores
Brasileiros 2013 – Perfis e Percepções, realizada pela Endeavor (organização
não governamental) em parceria com o Ibope Inteligência.

O levantamento, que procurou distinguir
particularidades, ambições e dificuldades dos mais de 3 mil entrevistados entre
proprietários de empresas e potenciais empreendedores, identificou alguns
perfis, como “desbravador”, “antenado”,
“arrojado”, “pragmático” e “lutador”, entre
outros. A pesquisa mostrou também que a quantidade de negócios abertos hoje por
oportunidade (58%) é maior do que os abertos por necessidade (42%). E
quando as empresas têm funcionários, o primeiro indicador aumenta
consideravelmente, e sobe para 86%.

Outros dados mostram que é alta a vocação para o
empreendedorismo: 76% prefeririam ter um negócio próprio a ser funcionário de
terceiros.

 

Autonomia – De acordo com a
Endeavor, essa é a segunda maior taxa do mundo, e só fica atrás da Turquia
(dados da pesquisa Eurobarometer 2012). Para eles, empreender é considerado um
meio de alcançar “prazer, autonomia e realização”. Seguindo essa
mesma linha, a pesquisa mostra que quase 90% dos brasileiros acreditam que
“empreendedores são geradores de empregos”. Do total, praticamente
todos concordam que ter um negócio próprio é “assumir
responsabilidades”, ou “colocar a mão na massa”.

 

Massa – No entanto, é
justamente o que falta: mão na massa, aponta Amisha Miller, gerente da área de
pesquisa e políticas públicas da Endeavor. Segundo ela, os participantes foram
estimulados a comentar o que dá certo em uma empresa. Em geral, as palavras
mais citadas eram “liderança”, “paixão”, ou
“determinação”.  “Mas ninguém nunca falou em ‘educação’,
‘treinamento’, em  ‘inovar’ ou ‘ser melhor'”, completou. E os dados
que refletem isso revelam que, enquanto 98% conhecem o Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apenas 46% tiveram algum tipo de
relacionamento com a instituição.

 

“Gasta-se pouco tempo em se desenvolver, mas sim
em ir atrás de clientes. Quando se trabalha em uma empresa, sempre procura-se
desenvolvimento. Mas quando o negócio é próprio, o pensamento muda: acham que
ou se ‘tem’ ou ‘não tem’ (características empreendedoras), que não é preciso
aprender, mas ter ‘atitude’. E não é verdade: 24% dos que tiveram sucesso nos
negócios e mais empregam concluíram ensino superior.”

 

Déficit – Independente do perfil
dos empreendedores entrevistados, a pesquisa da Endeavor detectou quatro
principais problemas, sendo que três estão ligados à falta de conhecimento:
gestão de pessoas, fluxo de caixa e administração do negócio (o quarto é falta
de investimentos). Outra informação que merece alerta e está ligada à anterior,
é que boa parte dos entrevistados acredita que o empreendedorismo é
“intrínseco à pessoa” – e por isso, colocam a formação em gestão em
segundo plano. Como exemplo, Amisha citou frases dos entrevistados, como
“quando uma pessoa é um empreendedor, não precisa nem fazer tantos cursos:
é nato, é dele”, disse um deles, ou, “nós tivemos exemplo aí há
pouquíssimo tempo, do Steve Jobs (da Apple), que não tinha formação superior, e
no entanto o empreendedorismo dele é um exemplo pra qualquer um”, afirmou
outro. 

 

“Na pesquisa, vimos que a maioria dos
empreendedores tem contato com pouco conteúdo formativo/informativo. Mas há
também a crença internalizada que o empreendedorismo é um dom inerente – o que
pode inibir a busca por capacitação”, opina a gerente.

 

Por outro lado, Amisha também destaca que a
pesquisa detectou que um a cada três empreendedores vem de família chefiada por
empresários. Ou seja: é notória a influência dos exemplos no empreendedorismo.
“São exemplos reais, onde nós vimos que há casos em que, quando há um
‘mentor’, uma vocação, a chance de empreender é maior”, completa Amisha.

 

Por esses e outros motivos, a finalidade dessa
segmentação por perfis, segundo Amisha, é auxiliar as organizações voltadas ao
empreendedorismo a investir recursos de forma mais eficaz, usando melhor os
canais de comunicação para alcançá-los. Isso porque não se pode tratar os
empreendedores (28% da população entre 16 e 64 anos) e os que são potenciais
(33% da amostra) como um grupo padrão, afirma.

 

“Temos duas perspectivas: que o empreendedor
entenda o quanto é importante se desenvolver para crescimento do negócio a
longo prazo. E que, ao invés de ‘vender de tudo para todo mundo’, as
organizações saibam fazer o marketing certo para grupos certos – e para
orientar bem as empresas que querem investir”, conclui ela.

 

Confira alguns dos resultados:

Fonte: Diário do Comércio – SP/ Karina Lignelli.

Soluções Contábeis Completas para Sua Empresa

Abertura de Empresa

Ajudamos você a abrir sua empresa de forma rápida, segura e sem burocracia, garantindo que tudo esteja regularizado desde o início.

Assessoria para
MEI

Cuidamos de toda a burocracia do MEI: DAS, declaração anual, para você focar no crescimento do negócio.

Contabilidade para Igrejas

Oferecemos suporte completo para gestão fiscal, contábil e financeira de instituições religiosas, garantindo regularidade e segurança.

Contabilidade Especializada

Contabilidade completa para empresas dos principais regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Receba nosso Informativo

Novidades tributárias, trabalhistas e contábeis direto na sua caixa de entrada.

Pronto para ter uma contabilidade que trabalha a favor do seu negócio?

Preencha o formulário para receber o eBook gratuitamente