A certificação
digital traz diversas facilidades, porém seu uso não torna as transações
realizadas isenta de responsabilidades. Ao mesmo tempo em que o uso da chave
privada autentica uma transação ou um documento, ela confere o atributo de
não-repúdio à operação, ou seja, o usuário não pode negar posteriormente a
realização daquela transação. Por isto, é importante que o usuário tenha
condições de proteger de forma adequada a sua chave privada.
Existem
dispositivos que incrementam a proteção das chaves, como os cartões
inteligentes (smart cards). Eles se assemelham, em formato e tamanho, a um
cartão de crédito convencional. Os smart cards são um tipo de hardware
criptográfico dotado de um microprocessador com memória capaz de armazenar
diversos tipos de informações. Com eles é possível gerar as chaves e mantê-las
dentro de um ambiente seguro, uma vez que as operações criptográficas podem ser
realizadas dentro do próprio dispositivo.
Série
Certificação Digital: Continua na próxima semana.
Veja o que já foi
publicado nas semanas anteriores sobre “Certificado Digital”, clicando aqui.
Autoras: Elisandra Nogueira Govoni Silveira e
Sônia de Andrade Simões, acadêmicas de Ciências Contábeis nas Faculdades
Integradas São Judas Tadeu, em Porto Alegre