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7 tropeços de português para evitar em ambientes formais

Professor indica gafes de português que são
frequentemente cometidas por profissionais, mas que acendem luz vermelha em
situações mais formais



Tropeços: em situações descontraídas, muitos dos erros citados pelo
professor não são notados, mas pode arranhar a imagem profissional em situações
mais formais

Algumas gafes no


português


falado podem até passar
“batido” em situações mais informais. Mas podem atentar contra a imagem
profissional em momentos de formalidade, como



entrevistas de emprego


e


reuniões



de conselho ou diretoria.

“Não há problema em usar determinadas expressões no meio familiar ou em
conversas mais descontraídas, desde que a pessoa consiga adequar o registro ao
nível de formalidade da situação”, diz o diretor superintendente da Fisk,
professor Elvio Peralta.

Ele selecionou os tropeços mais comuns que os profissionais comentem no
português falado. Confira:



1


“Fazem três
anos”, no lugar de ” Faz três anos”

Se você nunca cometeu este erro, certamente já ouviu alguém cometer. O
professor explica: “o verbo fazer, quando se refere a tempo transcorrido, é
impessoal.” Deve sempre, portanto, ser conjugado na terceira pessoa do sigular.

 



2


“Houveram
muitos acidentes”, no lugar de “houve muitos acidentes”

Este também é uma gafe frequente, de acordo com o professor Peralta. “O
verbo haver no sentido de existir também é impessoal”, diz. Por isso, da mesma
forma que acontece com o verbo fazer (quando se refere a tempo), o verbo haver,
nesse caso, não deve ser usado no plural.



3


“Há dez mil
anos atrás, no lugar de” “Há dez mil anos”

Também é um erro muito comum, diz Peralta. Quem nunca abusou dessa
redundância, pelo menos já ouviu Raul Seixas cantar a música: “eu nasci há dez
mil anos atrás”, que “imortalizou” a expressão. Dizer “há dez mil anos” é o
mesmo que dizer “faz dez mil anos”. Por Isso é redundante combinar “há” e
“atrás” na mesma frase.



4


“Aonde você
comprou”, no lugar de “Onde você comprou”

“Aonde” equivale a “para onde”, diz Peralta. O macete para nunca mais
cometer esta gafe é fazer esta substituição. Se couber, está certo. Se não
fizer sentido, use apenas onde.



5


“A nível de” no
lugar de “em, na, no”

“É comum encontrar o abuso da expressão ‘a nível de’. Geralmente são
pessoas tentando forjar uma formalidade que não têm”, diz Peralta. Em vez de
dizer que as vendas caíram “a nível de” varejo, diga apenas que as vendas
caíram no varejo, por exemplo.


6

“Eu vi ele” ou “Eu vi ela”, no lugar de: “Eu o vi”
ou “Eu a vi”

“No português brasileiro falado informalmente quase não existe o uso de
próclise”, diz Peralta. Próclise é o uso do pronome antes do verbo. De acordo
com o professor, o Brasil a próclise encontra muito mais resistência.

Embora o uso de “eu vi ele”, “eu vi ela” esteja mais do que sacramentado
na linguagem coloquial brasileira, a regra gramatical do português padrão
estabelece que o pronome pessoal do caso reto “eu” atrai o outro pronome. Além
disso, vale destacar que “ele”, também pronome pessoal do caso reto, não pode vir
após o verbo. Então, segundo o padrão formal da língua, o correto é usar
pronomes pessoais do caso oblíquo: “eu o vi” ou “eu a vi”.

 


7

“Não lhe convidei”, no lugar de: “Não o convidei”
ou “Não a convidei”

O pronome oblíquo lhe, raramente é usado no português brasileiro falado.
E quando, alguém resolve apostar neste pronome, há grandes chances de errar e
empregá-lo em contextos inadequados.

“O pronome oblíquo lhe substitui o objeto indireto de uma frase e,
portanto, só é usado com verbos transitivos indiretos”, explica o professor
Peralta. O verbo convidar é transitivo direto (quem convida, convida alguém),
por isso, o correto é preferir os pronomes “o” ou “a”, que substituem o objeto
direto. 


Fonte: Revista
Exame/Camila Pati

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