O desenvolvimento da espiritualidade tem sido motivo de constantes encontros e desencontros, entendimentos e confusões de sua verdadeira essência dentro das empresas. A espiritualidade, ao contrário do que muito ainda se imagina, vai além de qualquer opção religiosa, pois se trata de uma necessidade dentro das empresas no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades, que quando colocados em prática trazem mais comprometimento e vida para os envolvidos, independente de sua posição social, posição hierárquica, formação e crenças. Espiritualidade, aqui, deve ser entendida como principal ferramenta de aplicação e compreensão, a comunicação. Essa comunicação é algumas vezes condicionada de forma negativa nas mentes. Quando isso acontece, o resultado é dificuldade com os relacionamentos internos ou externos nas empresas e não poucas vezes apresentando repercussões não muito positivas com familiares e amigos ou vice-versa. As limitações do tempo e espaço nos trazem a sensação que a vida passa mais rápido, a concentração e memória começam a falhar e, muitas vezes, quando se apercebe o que aconteceu, descobre-se que faltou tempo para apreciar momentos e relacionamentos.
Uma comunicação em sintonia e bem treinada transforma vidas e negócios tornando o dia-a-dia mais simples, leve e prático. Essa sintonia é nitidamente perceptível quando se observa a manifestação dos resultados nas pessoas, como: entusiasmo, disposição, pró-atividade, vontade, criatividade e a imaginação, gerando, conseqüentemente, lucros sustentáveis tanto no presente como para o futuro. Desenvolver a espiritualidade é um processo de comunicação primeiramente intrapessoal, que depois de despertado e praticado se estende ampliando e contagiando todos. Como disse Ruy Barbosa, orador, jornalista, político e conferencista brasileiro (1849-1923): “Na ordem material, assim como na ordem moral, só o espírito organiza, só o espírito regenera, só o espírito cria”.
Autor: Robson Borges – Pedagogo empresarial, diretor da PGEP
E-mail: pgep@pgep.com.br
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