“A união do rebanho
obriga o leão a deitar-se com fome.” (Provérbio africano)
Fusões,
aquisições e joint ventures sempre aconteceram no mundo corporativo, mas foram
intensificadas no decorrer da última década. A busca por maior competitividade
tem conduzido o mercado a um processo de concentração. A regra é unificar
operações para reduzir custos operacionais.
Os exemplos são variados. Itaú e Unibanco, no
segmento bancário; Submarino e Americanas, no comércio eletrônico; Gafisa e
Tenda, na construção civil; Sadia e Perdigão, no setor alimentício; Casas Bahia
e Pão de Açúcar, entre os supermercadistas. E ainda temos as incursões de
empresas brasileiras no exterior, com destaque para a compra da Pilgrim’s pela
Friboi, da Inco pela Vale, e mais recentemente, da Burger King pela ABInBev.
Note que em todos estes casos estamos diante de
empresas de grande porte. De fato, desde sempre as grandes corporações
compreenderam que melhor do que uma boa briga é um bom acordo, de forma que em
muitos mercados encontramos a polarização da disputa pela liderança entre duas
ou três companhias. Assim nasceram muitos dos oligopólios e, por consequência,
alguns conselhos governamentais em defesa da livre concorrência.
Contudo, entre as pequenas e médias empresas o
quadro é bem adverso. Elas tendem a cultivar uma grande rivalidade, enxergando
concorrentes como inimigos mortais. Neste contexto, chegam até a praticar
dumping (vender abaixo do custo) para ganhar clientes de modo que o final desta
história é sempre a guerra de preços que reduz as margens de lucro e fragiliza
as empresas.
É neste cenário que sindicatos e associações de
classe ganham evidência, pois lutam por interesses comuns do empresariado, ora
pleiteando ao governo a adoção de uma política tributária mais favorável capaz
de estimular a geração de emprego e renda, ora combatendo o contrabando e as
importações subfaturadas que reduzem a competitividade, ora confrontando a
concorrência desleal praticada por empresas informais.
Independentemente de seu setor de atuação, seja
você industrial, agricultor, comerciário ou prestador de serviços, se sua
empresa ainda não é afiliada a alguma associação, cooperativa ou entidade de
classe, considere fazê-lo em seu planejamento estratégico deste início de ano.
Este é o melhor caminho para fortalecer o setor e tornar seu negócio ainda mais
próspero!
Por Tom
Coelho