O “Reconhecimento” é um dos fatores de
sucesso mais importantes para nós mortais. Pouco adianta atingirmos um
determinado sucesso se não formos reconhecidos, Há até aquela piada de que um
sujeito vivia solitário numa ilha e salvou a Sharon Stone de um naufrágio,
ficando sozinho com ela na ilha por duas semanas. Depois desse tempo, ele pediu
a ela que se vestisse de homem e desse a volta na ilha. Encontraram-se do outro
lado da ilha e ele virou-se para ela (vestida de homem) e disse: – Zé!
Você não vai acreditar no que eu vou lhe contar. Estou sozinho numa ilha com a
Sharon Stone!
Estar com a Sharon Stone numa ilha, sozinho,
poderia ser muito bom, mas era preciso que alguém soubesse disso, isto é que
alguém “reconhecesse” aquele feito.
Da mesma forma em nossa empresa. É preciso que
chefes e colegas percam o medo de elogiar, de “reconhecer méritos”
nas pessoas. Temos a tendência de repetir comportamentos que nos são
positivamente reforçados e o valor do reconhecimento está justamente aí. Quando
“reconhecemos” um valor, esse valor tende a multiplicar-se tanto para
a pessoa que foi alvo de nosso reconhecimento quanto para as demais pessoas.
Assim, o reconhecimento é fundamentalmente importante para o sucesso pessoal e
profissional de qualquer pessoa. Um “muito obrigado”, um bilhete de
reconhecimento, uma carta, um cumprimento sincero valem muito e nós sabemos
disso. Temos que perder o medo de agradecer e reconhecer nos outros pessoas que
nos auxiliam e nos ajudam a obter o que queremos. Ninguém vence sozinho. Sabemos
disso. E se sabemos disso deveremos também saber “reconhecer” isso
com ações concretas de “reconhecimento” e gratidão.
Vejo diretores, gerentes, supervisores, pais e
mães que têm medo de elogiar. Ainda existem “superiores” que acham
que “chefiar” é encontrar erros, punir. Inseguros na sua chefia essas
pessoas vivem a buscar alguma coisa para criticar. É preciso que nos
acostumemos a pilhar nossos subordinados fazendo as coisas certas para que
possamos reforçar esses comportamentos através de elogios. Quando uma pessoa só
é cobrada pelos seus erros, vai desenvolvendo uma auto-estima baixíssima e os
erros começam a se multiplicar até que a pessoa começa a acreditar não ser
capaz de acertos até mesmo nas coisas mais simples.
Faz parte também do reconhecimento dar crédito a
quem realmente merece. Assim, também tenho visto chefes que “furtam”
idéias de seus subordinados dizendo serem aquelas idéias de sua propriedade ao
invés de creditá-las ao verdadeiro autor. Um chefe que tem o hábito (sic) de
furtar idéias de seus subordinados acabará ficando isolado, pois que nenhum de
seus colaboradores virá com idéias novas com o medo de tê-las furtado pelo
chefe. Por incrível que possa parecer essa é uma prática muito comum de chefes
inseguros que não compreendem que sua chefia será a cada dia mais valorizada
quanto mais suportada pelo seu pessoal subordinado. Há tempos atrás, um chefe
precisava “bajular” seus superiores para manter-se no cargo. Hoje
parece ser o oposto. Ele precisa ser apoiado pelos seus subordinados para
manter-se. E esse suporte será maior quanto maior for a capacidade de um chefe
em oferecer reconhecimento ao trabalho, esforço, dedicação e comprometimento de
seus subordinados.
Pense nisso.
Por Luiz Marins.