A controladoria existe para garantir as informações necessárias para o cumprimento da missão da empresa, as quais são obtidas a partir da sua realidade, em todos os aspectos possíveis e imagináveis. Não basta, portanto, a análise dos relatórios contábeis exigidos pela lei, mas também – ou principalmente – daqueles gerenciais, vitais à sua existência no mercado, elaborados a partir de cada necessidade. Para a elaboração dessas informações fundamentais a qualquer empresa que queira se manter no mercado, e não apenas sobreviver, existe a figura do controller, o qual é responsável por várias atividades, entre as quais citamos a avaliação do planejamento, apresentação e gerenciamento de relatórios, bem como o controle propriamente dito. O controller deve possuir um grande conhecimento na área contábil e de finanças, a fim de que possa analisar o desempenho da empresa. Mas só esse conhecimento não é suficiente para o sucesso da sua profissão. Faz-se necessário que ele seja de extrema confiança do CEO, possibilitando que haja uma aderência do plano à missão da empresa, de modo a efetuar revisões no mesmo ao longo do tempo, além de que suas informações sejam de altíssima qualidade, com fontes fidedignas, e que possua também uma visão sistêmica da empresa e de seu contexto macroeconômico, de maneira a identificar possíveis mudanças ou alterações junto aos mercados, corrigindo e/ou reforçando tempestivamente sua postura na economia. Entretanto, uma pessoa com o perfil acima, combinado com a necessidade de uma habilidade de motivação e de expressão de suas ideias de maneira clara e objetiva, faz com que ela seja um profissional de difícil localização, além de retribuir-lhe com uma vida na atividade relativamente curta, em função das mudanças do mercado e suas oscilações. O profissional de controller é um alvo fácil de stress, caso não possua bases sólidas na sua formação académica, pessoal e profissional. Mas na realidade, o que se busca é um verdadeiro super-homem, que conheça tudo e a todos, deixando a decisão do CEO altamente embasada, aluando de forma a demonstrar as alternativas existentes e suas consequências para a empresa. Resta saber, ao mesmo tempo, quanto o mercado está disposto a investir em tal capacitação, já que a demanda é real e crescente, graças à necessidade de informações gerenciais confiáveis e verdadeiras que é atualmente exigido pelas empresas. Autor: Fábio Leandro Fava -Pós-graduando da UFRGS
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