Você tem um bom funcionário e quer destacá-lo, valorizando suas características positivas. O que fazer? A solução geralmente adotada é promovê-lo a um cargo de chefia. Começa assim a crescer a pirâmide e, com ela, vai diminuindo a capacidade da empresa competir. Numa empresa bem organizada, as chefias são desnecessárias e, até, prejudiciais. Chefe para quê? Para distribuir tarefas? Distribuição de tarefas se faz afixando num quadro o programa de produção. Para controlar o comportamento do pessoal? Funcionário que precisa ser controlado deve ser despedido. Para mostrar como algo deve ser feito? Treinamento é o processo pelo qual se ensina a fazer. Para assegurar ritmo de trabalho? Motivação gera produtividade. Para tomar decisões operacionais? Produção organizada dispensa decisões operacionais. Para que serve um chefe? Para absolutamente nada. É uma pessoa bem qualificada que não produz. Em empresas de porte médio, os cargos de chefia chegam a representar mais de 50% da folha de pagamento. Já calculou quanto representa no seu caso? É muito dinheiro para sustentar uma pirâmide desnecessária. Os chefes, além disso, impedem que a empresa tenha uma cultura uniforme e integrada. Cada feudo é configurado à imagem e semelhança da chefia.
Acabe com as chefias, e não se arrependerá. Mas acabar com as chefias não significa despedir os chefes. Transforme os chefes em “mestres”. Atribua a eles as tarefas de maior responsabilidade; estruture programas de treinamento, sendo eles os instrutores; faça-os visitar fornecedores ou clientes, de acordo com o perfil de cada um; aproveite-os no desenvolvimento de produtos ou sistemas. Vão ser muito úteis. Ficarão mais felizes. Farão jus ao que recebem. E, mais, terão vida longa na empresa, pois seus cargos não estarão sendo disputados.
Implante o sistema de lideranças, e melhore o clima na organização. O líder representará seus liderados, enquanto o chefe representava a empresa. Isso faz uma enorme diferença. Os conflitos entre setores irão desaparecer e as dispensáveis reuniões de chefias, também.
Autor: Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro – Professor e consultor
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