Numa época de Programas de Qualidade nas empresas, nada mais apropriado do que falar em “prazer no trabalho”.
O trabalho sempre exaltado como atividades que dignifica a vida do homem, seguidas vezes é concebido como tendo a própria cara do homem. É , e nada mais natural porque não raras vezes associamos a identidade do homem à imagem do seu trabalho em construção ou à representação do produto do seu trabalho, que torna a sua marca real.
Assim, é comum ouvirmos falar de alguém como sendo a mãe do juiz, a mulher do médico, a irmã do sapateiro ou o filho do jornalista. Muito da identidade do homem se constrói pelo seu trabalho e a sociedade também o reconhece como tal.
Ampliando a abordagem sobre o tema, trabalho, pode-se dizer que o trabalho humaniza a vida do homem, fazendo-o construir uma ponte entre o seu mundo interior e o seu mundo exterior. Pelo trabalho o homem expressa suas emoções, seus medos, suas esperanças, suas raivas,suas paixões e seus amores, enfim ele comunica o seu estado emocional, em diferentes nuances e em variadas intensidades, como um arco-íris de sensações.
E é pelo trabalho ou através do trabalho que o homem conquista seu espaço na sociedade, participando e intervindo na mesma, ao ponto de influenciá-la em seus processos de mudança. Usando as suas capacidades e os seus talentos no cotidiano e sagrado exercício laboral, o homem coloca-se numa constante busca de realização individual e social.
Então, enfocando o trabalho como um forte fator de realização pessoal do homem, cabe questionar:
” – O trabalho pode ser visto como uma fonte geradora de prazer para o homem ?”
“- Existe um caminho para fazê-lo chegar lá ” ?
Sim e, com certeza , este é um campo fértil de estudos, pesquisa e ação criativa para os profissionais que lidam nas empresas com a gestão de pessoas, principalmente,aqueles cujo foco de interesse maior é a via comportamental.
Finalizando, pode-se afirmar que maestria no trabalho tem a ver com aptidão, atenção concentrada e prazer.