O uso do Gás Natural Veicular (GNV) possui duas grandes vantagens em relação aos demais combustíveis automotivos (diesel, álcool e gasolina). Primeiro, ele é muito mais econômico. Na comparação com a gasolina, chega a ser 50% mais barato. Atualmente, em Porto Alegre, por exemplo, o litro da gasolina custa R$ 2,54 em média. Em contrapartida, o metro cúbico de GNV custa R$ 1,35, mesmo após o aumento de 10% ocorrido na semana passada. Segundo, e não menos importante, o GNV não agride o meio ambiente. Isso porque a sua composição permite uma combustão completa, sem resíduos poluentes.
O veículo abastecido por GNV está de acordo com as mais modernas normas de proteção ambiental, no Brasil e no exterior. O GNV abastecido em seu automóvel é 100% puro, sem o menor risco de adulteração. Devido ao baixo nível de resíduos, a vida útil do carro aumenta e torna menos freqüente a necessidade de manutenção. Até mesmo as trocas de óleo podem ser mais espaçadas, sem nenhum prejuízo para a integridade dos componentes do motor.
O GNV também é muito mais seguro do que os demais combustíveis automotivos. Durante o abastecimento, ele não entra em contato com o ar, impossibilitando a combustão. Em caso de vazamentos, o gás se dissipa rapidamente na atmosfera, não causando qualquer perigo de explosões.
Como exemplo da rentabilidade do GNV, segundo cálculos de especialistas na área, para um veículo que roda 170 Km por dia, o gasto mensal somaria R$ 626,00. O mesmo percurso realizado com o uso de álcool custaria R$ 1.239,00 ao mês, e R$ 1.439,00 com a utilização de gasolina. Cabe ressaltar que, nesta simulação, foram considerados os seguintes consumos médios: 11 Km/m3 (GNV), 7 Km/l (Álcool) e 9 Km/l (Gasolina). Ou seja, com um metro cúbico de GNV, que custa bem menos que a gasolina, ainda é possível percorrer uma distância maior.
É por isso que hoje, em Porto Alegre, há espera de até 20 dias na conversão de motores para GNV. No Estado, cerca de 21 mil veículos (2,3% da frota gaúcha) já fizeram a conversão, com 19,5 mil procedimentos realizados por empresas gaúchas. A média é de 650 adaptações por mês. Somente na capital gaúcha, em torno de 50% dos táxis já adotaram o GNV. São cerca de 1,6 mil táxis com este combustível, num total de 3.219 que rodam em Porto Alegre.
Estes números, deve-se salientar, fazem parte de uma incipiente história do gás natural no Rio Grande do Sul, que começou há apenas quatro anos. Nesse breve período, porém, muitos avanços foram conquistados. No início do ano passado, haviam 15 postos com GNV no RS. Agora, já são 23, nas regiões Metropolitana, Serra e Litoral Norte. No final do ano, devemos alcançar 35 postos oferecendo GNV aos seus clientes, atingindo outras recantos do nosso estado. Portanto, o futuro nos espera.
Autor: Valdir Andres – Secretário de Energia, Minas e Comunicações
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