Assistencialismo com dinheiro de quem produz. É assim que os governos agem ao estabelecerem os seus “programas sociais”. É o Bolsa-Família, Bolsa-Alimentação, Fome-Zero, e por aí vai a carruagem da insensatez e da demagogia. Na verdade, tudo pode ser resumido em um único programa de título Bolsa-Esmola. Os governantes limitam-se a dar aos pobres e miseráveis, contingente cada vez maior, sem estímulo algum a tão decantada cidadania responsável. Proponho a criação do programa Bolsa-Trabalho. A história prova que o combate à fome e a miséria só se dá de forma eficaz através de desenvolvimento econômico. A esmola não salva, apenas fortalece o vício. E nós, brasileiros, só teremos acesso a um futuro melhor mediante maior geração de trabalho, conseqüência de maior produção. Eis que uma vez mais aumentar a taxa de juros é a decisão do BC. Se não bastasse termos a maior taxa do mundo, de novo o setor financeiro é privilegiado. Eis que uma vez mais os governos (estadual e federal) aumentam os impostos. A punição mais uma vez incide na cadeia produtiva e, por conseqüência, na sociedade. No Brasil, o melhor negócio é vender dinheiro! É isso mesmo, vender dinheiro!
É preciso reduzir (que saco!) o tamanho do custo governo, reduzir o juro, reduzir os impostos e gerar trabalho. A dignidade de cada um, indispensável para a vida em sociedade, requer acesso ao saudável exercício do trabalho. A falta de oportunidades fecha a porta aos sonhos dos jovens e freia bruscamente a expectativa daqueles que perdem lugar na cadeia produtiva. Entretanto, para que tais ações sejam colocadas em prática, é fundamental que nossos políticos (ufa!) abram mão de privilégios, não pensem nos seus próprios umbigos e nos seus grupos (ou partidos?) e não atuem tão-somente para que seu futuro seja promissor, senão que trabalhem para que assim seja para toda sociedade.
Autor: Sérgio Kaminski – Vice-Presidente da Federasul
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