“Aproveite
bem as pequenas coisas. Algum dia
você vai saber que elas eram grandes.”
(Robert Brault)
No
dia 17 de fevereiro de 2005 recebi um e-mail de Cesar Foffá, publisher da Folha
de Alphaville. Ele comentava que vinha acompanhando meus artigos por indicação
de um amigo e, por apreciar o conteúdo dos mesmos, decidiu convidar-me para
integrar sua equipe de colunistas.
Claro que aceitei prontamente! O primeiro texto,
intitulado “Diálogos externos e internos” (você poderá lê-lo e AQUI), foi publicado naquele periódico no dia 18 de
março, ou seja, há dez anos…
Naquela ocasião, eu iniciava uma nova trajetória
profissional, deixando o setor industrial para atuar em educação corporativa.
Enquanto escritor, havia publicado 67 artigos. Como palestrante, havia
realizado 50 apresentações, mais da metade delas de forma gratuita, em busca de
divulgar minha imagem e meu trabalho.
Hoje, uma década depois, redigir este texto
representou um momento singular para reflexão. Foram 265 artigos e oito livros
publicados, além de 617 palestras para um público presencial superior a 110 mil
pessoas. Meus filhos tornaram-se universitários, casei-me novamente e tive uma
nova filha, hoje com cinco anos. Meus cabelos rarearam, a barba começa a ficar
branca e tive que voltar a usar óculos. Continuo atuando em diversas entidades
e associações, interagindo com muita gente – boa e ruim – e conhecendo cada vez
com mais profundidade e sensibilidade os problemas que afetam empresas, pessoas
e nosso país.
Nesta ocasião, gostaria de compartilhar com você
apenas três breves lições. Primeiro, sobre a importância de registrar fatos,
guardar memórias e revivê-las no momento certo, sem apego, mas com o devido
respeito. Assim, reler a mensagem enviada pelo meu amigo Cesar Foffá,
devidamente arquivada em meu computador, é fazer uma viagem no tempo e resgatar
no presente o mesmo entusiasmo e alegria do convite feito dez anos atrás.
Segundo, tenha cuidado com o que você fala ou
escreve, pois nos tempos atuais, o alcance de um comentário, uma imagem ou um
comportamento, tem abrangência incalculável, impactando positiva ou
negativamente sua reputação, que é construída tijolo por tijolo, mas que pode
ser demolida numa fração de segundos.
Finalmente, aprecie as conquistas. De vez em quando, pare tudo o que estiver fazendo e olhe para trás. Não
pelo saudosismo ou para interromper sua trajetória, mas simplesmente para
observar o quanto você já progrediu em sua caminhada. Como disse o filósofo dinamarquês
Søren Kierkegaard, “A vida só pode ser compreendida
olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente”.
A todos os veículos, jornalistas e leitores, minha
gratidão pelos anos transcorridos – e pelos próximos que ainda virão…
Por Tom Coelho.