O Brasil abriu sua economia e passou a entender a dinâmica que distancia o mercado interno da agricultura para o mercado externo. O agronegócio amplia divisas, o país avança em segmentos importantes, mas ainda há muito o que fazer.
A nação é a número um nas exportações de café, de açúcar, de suco de laranja, de carne bovina e do complexo soja. Assumiu um papel importante no comércio internacional, mas, mesmo em números agregados, o Brasil representa 4% do comércio do agronegócio mundial. Na direção desses bons ventos, se torna necessário estabelecer mecanismos mais seguros para manter o posto do país, içado à condição de terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e agroindustriais. Como atender à demanda de comércio base como o da China, para quem o Brasil espera elevar, em 20005, a corrente de comércio para US$ 10 bilhões?
O caminho é a agregação de valor. Já na soja negociada com o Japão está ocorrendo uma evolução maior da exportação do farelo, subproduto com maior valor agregado. A pecuária segue na minha linha: conquista espaços lá fora com produtos de maior valor agregado.
Nesse aspecto, ressalta-se a importância das ações do Governo do Estado, de incentivo a políticas públicas geradoras de emprego e renda para o meio rural. Como as executadas pela Emater junto aos produtores de frutas e olerícolas. Já faz parte da rotina de nossos técnicos alertarem os agricultores que a industrialização gera receita cinco vezes maior em relação em frutas e olerícolas sem defeito. É hábito advertirem que a chamada encartelada do alho significa para a família rural embolsar três mais dinheiro do que vender o tubérculo ainda na condição de sujo.
Esse é mais um viés do agronegócio local, grande participante das elevações das divisas registradas pelo país. Um quinhão com capacidade para se agigantar e elevar o Estado novamente a ser o celeiro do Brasil.
Autor: Caio Rocha – Presidente da Emater/RS, secretário substituto da Agricultura e Abastecimento do Estado.
E-mail do Autor: presidente@emater.tche.br
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