Compare
os juros mensais cobrados pelos bancos em 2013 e descubra em que casos é bom
negócio optar por esta linha de crédito
Quem quiser
antecipar o recebimento da restituição do Imposto de Renda em 2013 já pode
comparar as taxas oferecidas pelos bancos para obter o empréstimo. Com valores
reduzidos em relação a 2012, as linhas de crédito oferecem juros mensais entre
1,59% e 2,99%. No ano passado, a cobrança da taxa chegava a 3,59% ao mês.
Banco do Brasil, HSBC, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander já divulgaram os
limites de financiamento e os juros cobrados. A assessoria de imprensa da Caixa
Econômica Federal informou que deve anunciar seus valores até a próxima
quinta-feira (7).
Todos os bancos aceitam financiar até 100% do valor a ser pago pela Receita
Federal. O Bradesco, contudo, só oferece o benefício para clientes com conta
salário. Para os demais, o limite do crédito do banco é de 80% da restituição.
A dívida é quitada em parcela única no dia do pagamento da restituição ou até
uma data estabelecida pelo banco. Os valores financiados têm limite mínimo de
R$ 100 e máximo de R$ 30 mil (veja a tabela e compare os valores nos principais
bancos *).
Para ter acesso ao crédito, o cliente deve possuir uma conta corrente no banco
escolhido. No Santander e no HSBC, o empréstimo é sujeito a aprovação. Em
bancos como Itaú e Bradesco, o crédito é pré-aprovado. Nestes casos, é preciso
apresentar documentos pessoais – como CPF e comprovante de residência – e uma
cópia da declaração do Imposto de Renda 2013, preenchida com os dados da conta
na qual será feita a devolução do imposto.
Apesar da facilidade em obter o crédito, ele só é recomendado para quem tem
urgência em quitar dívidas com juros muito altos, segundo Wilson Muller,
consultor do Vida Investe e educador financeiro da Fundação Cesp. “Este
tipo de empréstimo só é vantajoso para quem paga juros maiores aos da
antecipação pelos bancos, como dívidas do cartão de crédito e do cheque
especial, que têm taxas em torno de 8%”.
BOM NEGÓCIO?
O professor de Mercado Financeiro e de Capitais da Trevisan Escola de Negócios,
Helvídio Prisco, concorda. “A antecipação é válida para trocar uma dívida cara
por outra mais barata, comparando os juros do antigo e do futuro financiamento”,
analisa. Se a taxa oferecida for menor, pode ser um bom negócio.
Já quem pretende comprar algum bem com a restituição antecipada, como
eletrônicos ou móveis, pode encontrar opções de crédito mais baratas no
mercado, aconselha Muller, da Cesp. “O crédito consignado, por exemplo, tem
juros bem mais vantajosos (0,75% ao mês para os beneficiários do INSS) que os
oferecidos pela antecipação”, diz.
Se a intenção do empréstimo é comprar um carro, Prisco, da Trevisan, lembra que
as taxas de financiamento no mercado estão mais baixas, entre 1,07% e 1,53% ao
mês. Com juros mensais a partir de 1,59% na linha de crédito da restituição,
pode ser mais vantajoso financiar o automóvel pela via tradicional.
MALHA FINA
O maior risco em antecipar a restituição pelos bancos é cair na malha fina e,
por consequência, ter o pagamento barrado pela Receita Federal. Neste caso, os
bancos vão debitar o valor devido da conta do cliente e cobrar uma nova dívida,
a juros mais altos. “Por isso é fundamental preencher a declaração
corretamente, a fim de evitar problemas com o Leão e com o banco onde foi
obtido o crédito”, completa Prisco.
Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/impostoderenda/2013-03-05/e-vantajoso