– Vamos lá? Fábio telefona para o ponto de táxi. Já estamos atrasados. Talvez a gente não pegue um bom lugar. – Já telefonei e já está vindo. – Pegasse os bonés? Está um “sol” de rachar. – Sim e também as almofadas para que possamos sentar mais comodamente e os “radinhos”. Pequenos, pois eu ouvi no rádio que os policiais não vão deixar entrar com aparelhos grandes… – Bia, tchau! Lá vamos nós… Descemos e fomos esperar o táxi. Logo chegou. – Direto para o Beira Rio. Hoje é dia de assistirmos a Seleção Brasileira. Domingo lindo. Um “solaço”. E o motorista do táxi nos disse que já naquele horário era a terceira “viagem” que ele estava fazendo para o local do espetáculo. Chegando lá nos dirigimos direto à “geral”. Nossos locais desta tarde quente de outono, mas que promete grandes emoções. Parece mentira: cinco de junho e este “calorão”. É a Porto Alegre dos climas “instáveis”. Fábio e eu nos dirigimos ao local demarcado nos nossos ingressos, adquiridos antecipadamente. De início já notamos um “amarelão” – cores do Brasil se misturando com as cores dos donos da casa – Sport Club Internacional. O Estádio todo remodelado à espera deste encontro internacional. Pintado. Muito bonito. Vestiários novos. Entrada dos camarotes nova. Enfim uma grande reforma para receber bem este jogo da FIFA. São 13:00 horas. E nós chegando… O jogo iniciava às 16:00 horas. Já sentimos o clima de muita emoção. Até o início da partida teríamos muitas atrações: Conjunto de músicas tradicionalistas. Conjunto de Samba e até uma companhia de danças – Kadica Borghetti, que dançou músicas ao gosto do público presente. Não só de gaúchos, mas vindos de muitos estados. E até do exterior como os paraguaios. Tudo eram emoções e entusiasmo. – Olha o “Refri”. Olha a “ceva”… Assim passavam os vendedores de bebida. Deles nós comprávamos para evitar a desidratação. O tempo foi passando e nós nos deliciando também com os brindes oferecidos na entrada: viseiras, fitas, bandeirinhas – tudo oferecido pelos patrocinadores do espetáculo. Quando as duas equipes começaram a entrar no campo para os primeiros aquecimentos foi um delírio total por parte da torcida. Os paraguaios tomaram conta do local reservado eles por inteiro. E a torcida dos brasileiros também inundou o estádio. Lotadinho, apesar de que os ingressos estavam um “pouco salgados” para o nosso bolso… O que não se faz para se ver um bom espetáculo? Não é verdade? 16:00 horas. Depois do “foguetório” – e foi um imenso foguetório de oito minutos – e da banda da Brigada Militar entoar os hinos dois países – Brasil e Paraguai foi dado inicio ao jogo. Parêntesis: O hino do Brasil foi emocionante: o estádio inteiro cantou. Foi lindo! E o jogo iniciou. Todos vocês já sabem o resultado. Foi 4 a 1 para as nossas cores. Foi um show de Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Emerson, Zé Roberto e Cia. Foi um “showcesso”. Após o término do jogo mais um show: show pirotécnico como eu nunca tinha visto em final de partidas. Realmente de emocionar… A organização do evento foi perfeita em todos os detalhes. Na saída não houve tumulto nenhum. Belíssimo espetáculo. Cheio de emoções – do início ao fim. Perdeu quem não foi. Claro que viram pela televisão. Ao vivo é sempre melhor… A imagem do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre, em particular, foi mostrada ao mundo. A organização do evento foi enfatizada por todos os visitantes: torcida e imprensa. Todos nós estamos de parabéns. Não só pelo resultado, mas pela pujança e empreendedorismo dos organizadores. Isso é imagem positiva. Isso é turismo. Isso é investimento. Ah! Ia me esquecendo. As 19:00 horas chegamos em casa. Cansados, mas entusiasmados com tudo. Com as emoções vividas! Estou parafraseando o Roberto Carlos e sua música de sucesso: “Emoções” Até a próxima!
Autor: David Iasnogrodski – engenheiro, administrador, escritor
E-mail: david.ez@terra.com.br
Sobre o autor:
David Iasnogrodski é formado em Engenharia Civil, Administração de Empresas e Administração Pública pela UFRGS.
Exerce atividades como Engenheiro Civil, na Prefeitura de Porto Alegre, e, como professor, na Faculdade São Judas Tadeu, ADVB/RS e ABRH, nas disciplinas que envolvem o mundo dos negócios, com ênfase na área motivacional.
É colaborador de diversos jornais, tendo conquistado o primeiro lugar no Concurso Nacional Literário da Casa do Poeta Riograndense/2001.
Autor dos livros: “Obrigado Porto Alegre”, “Atendimento 10 – A Fórmula do Sucesso” , “Meu Bom Fim Brasileiro“, e dos Livros CD: “A Marca é que Marca” e “Moderna Relação Marketing e Vendas“.
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