Para uma boa gestão de uma
empresa familiar, é importante acima de tudo saber separar profissional do
pessoal
A
partir de um sonho, de um ideal ou da identificação de uma necessidade, o
empreendedor toma a iniciativa de montar o seu negócio próprio. Com o passar do
tempo e com o sucesso do negócio, chega o momento de profissionalizar a família
para transformar uma empresa familiar em família empresária mudando seu modelo
mental. Tudo isto para enfrentar os desafios que qualquer empresa possui, como
o posicionamento de mercado, incluindo ainda a harmonia familiar e a qualidade
de gestão.
Para
uma boa gestão de uma empresa familiar, é importante acima de tudo saber
separar profissional do pessoal. Trazer conflitos familiares para dentro da
empresa ou vice e versa, com certeza vai desmotivar família e colaboradores,
levando tudo ao fracasso.
Junto
com os conflitos, é necessário que se saiba separar o dinheiro pessoal do
corporativo, pois usar o dinheiro do caixa para saldar despesas pessoais vai,
eventualmente, afetar os compromissos da empresa.
É
preciso também tomar cuidado com a falta de qualificação profissional. Não é
qualquer um que pode montar um negócio e fazer ele prosperar. É preciso muito
estudo e conhecimento para competir no mercado. Contrate parentes e amigos que
tem a competência necessária para o negócio, pois é melhor não contratar do que
contratar e ter que demitir depois.
A
sucessão é um tema extremamente delicado nas empresas familiares. Portanto o
período certo para se começar o processo de sucessão é ontem, ou seja, o mais
breve possível. Sentar com os sócios e criar um protocolo familiar, criando
vários cenários, acompanhando as mudanças do mercado e avaliando quais os tipos
de decisão tomar e o que deve ser feito, antes que a saída de um dos membros
ocorra. Agir preventivamente é a chave. Um plano de sucessão deve ser criado
desde o início.
Em
suma, defina critérios para o relacionamento da empresa com a família,
estabeleça regras para a remuneração e crie um sistema de preparo e
inclusão dos herdeiros para que se tornem sócios.
Fonte: Administradores.com/João Paulo.