Passado algum tempo, em pleno século XXI, não no tempo das cavernas, existia uma empresa que não “gostava” de receber gente. Sim, gente… É verdade! Vamos a história… Tinha um senhor de nome Demócrito que sempre pagava em dia suas contas. Em muitas ocasiões se sacrificava internamente, mas as “contas” era sagrado. Antes do vencimento pagava tudo. – Pago alguns dias antes do vencimento para não passar por alguns dissabores. Sabem como é… A gente nunca sabe como é a organização interna dessas grandes empresas. Hoje em dia tudo é culpa do computador. Coitado! Sempre leva as culpas… Claro que só consumo o que posso. Nada mais do que a minha realidade permite… Comentava sempre Demócrito aos seus amigos. Num belo dia Demócrito foi ao banco efetuar seus pagamentos. Todos o conheciam pela retidão de seus atos. Transcorrido alguns dias recebeu nosso personagem um aviso de pagamento, via e-mail, de algo que ele já havia efetuado. Telefonou à empresa dizendo, na maior tranqüilidade, que ele já havia efetuado o aludido pagamento no dia tal e que estava de posse do boleto bancário devidamente pago e autenticado pelo Banco, e que se dispunha a ir até a sede da respectiva empresa para mostrar o documento. Qual foi a surpresa de Demócrito: recebeu mais e-mail dizendo a ele que não podia comparecer na empresa. No prédio da “empresa” não recebiam clientes. E que ele deveria somente mostrar o pagamento via e-mail ou por fax. Demócrito ficou indignado e pensou com seu botões: – Onde estou? Nas cavernas? Para adquirir o produto estiveram, inclusive, na minha casa e telefonaram para minha residência com ofertas mirabolantes e agora, por um erro deles, que estou sendo prejudicado e desejo ajudá-los, pois acredito que são desorganizados, não posso “visitá-los”? é uma falta de consideração para com seus clientes… Será que eles sabem o que é um cliente? Esse é o modernismo do século XXI? Ninguém pode entrar em contato com ninguém… Somente somos atendidos por máquinas… Demócrito explicou ainda que por sua segurança, ele não gostaria de enviar documentos via e-mail e muito menos por fax, pois poderiam se perder na rede ou ficar em mãos de desconhecidos… Se ouve tantas coisas acontecendo via Internet. Não é verdade? Depois de muitos contatos, via e-mail e por telefone, e sempre com atendentes diferentes, pois a empresa é do século XXI – ” ou seja uma empresa muito grande…” Todos diziam a mesma coisa, até parecia uma lavagem cerebral: “não podemos receber clientes em nosso prédio… essa é a orientação que recebemos de nossa empresa”. Essa é a história de uma empresa que não recebe gente… História para um filme de Spielberg! Sobre o autor: David Iasnogrodski é formado em Engenharia Civil, Administração de Empresas e Administração Pública pela UFRGS.
Exerce atividades como Engenheiro Civil, na Prefeitura de Porto Alegre, e, como professor, na Faculdade São Judas Tadeu, ADVB/RS e ABRH, nas disciplinas que envolvem o mundo dos negócios, com ênfase na área motivacional.
É colaborador de diversos jornais, tendo conquistado o primeiro lugar no Concurso Nacional Literário da Casa do Poeta Riograndense/2001.
Autor dos livros: “Obrigado Porto Alegre”, “Atendimento 10 – A Fórmula do Sucesso” , “Meu Bom Fim Brasileiro“, dos Livros CD: “A Marca é que Marca” e “Moderna Relação Marketing e Vendas” e do livro: Roteiro de Sonhos.

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