O que deveria ser uma parceria, se tornou uma guerra. E pior, com um lado sempre sendo massacrado. O lado das empresas.
Como se não bastassem os problemas enfrentados pelas empresas como juros altos, inadimplência, recessão, etc., a cada dia surge uma nova legislação impondo novas obrigações às empresas, criando novos tributos ou aumentando os atuais.
Vejam alguns exemplos recentes: A CPMF, de provisória está ficando “quase permanente”. De 0,20% passou para 0,38%. O INSS das empresas que tem empregados com direito à aposentadoria especial aumentou. Surgiu a retenção dos 11% para a previdência, sobre a prestação dos serviços. O COFINS que era 2%, passou para 3%. A Contribuição Social que era 8% passou para 12%. Já na parte de documentação, alterou os formulários para recolhimentos do INSS e do FGTS. Para o FGTS, o novo formulário exige muita atenção no preenchimento dos seus campos. E pasmem, são 42!
Com tudo isso, as empresas estão chegando ao final deste ano com muito mais obrigações fiscais e tributárias. Pergunta-se : como ficam os investimentos em qualidade, produtividade, modernização e ampliação ? E sem investimentos, como gerar novos empregos ? E, para completar a “roda viva”, sem novos empregos, como sanar a previdência. A resposta é : Aumentando os tributos … simples mais suicida. De tanto tirar leite a vaca pode morrer. E então não dará mais leite…
Marcone Hahan de Souza
Contador, administrador e sócio da M&M