Nada mais divino do que uma
família.
Família grande.
Família pequena.
Família…
Palavra mágica.
Como se constrói uma família?
De tijolinho em tijolinho?
De degrau em degrau?
Não. Não é só isso…
Pela educação?
Pela liderança de alguém?
Bem, acredito que é através disso
tudo. Com tudo isso…
É necessário ser família numerosa
para haver união?
Acredito que não… Mas…
Hoje em dia, infelizmente, muitos
não acreditam na palavra família. Eu gosto e respeito muito este termo. Acredito
que é com ele que podemos atravessar inúmeros, ou quase todos, os obstáculos do
dia a dia.
É o meu pensamento, e respeito o contrário.
Minha mãe tinha oito irmãos.
Somos ao total 16 primos.
Éramos, quando crianças, muito
unidos.
Todos, ou quase todos, tínhamos um
encontro familiar nos domingos à tarde e quando da realização da Páscoa judaica
(Pessach) junto à casa dos meus avós. Ele alfaiate e ela dona de casa. Era uma
festa só… Brincávamos. Corríamos. Sorríamos. Tomávamos coca cola.Comíamos
chiclete. Enfim era uma festa.
Nos encontrávamos, quase todos, para brincar de loja. Jogar botão, ou mesmo
para conversar e até para combinarmos alguma viagem ou cinema… Éramos primos
e amigos… As diferenças de idade não eram muito grandes.
Os avós já foram.
Os tios, quase todos, também, já
nos deixaram para uma melhor…
Estamos nós – os primos -.
Possuímos um integrante deste “clã”
que reside nos “States”. Já pela terceira vez quando ele nos visita aqui no Sul
do Brasil, realizamos o encontro dos primos. Toda organização através do
telefone…
Hoje esses encontros familiares está muito em moda.
Acredito que é em função da falta
do termo família, ou mesmo a vontade de recordar o passado e dar força para as
continuidades. Não está sendo nada fácil os dias que estamos atravessando. Pode
ser que recordando o passado achamos um caminho “parecido” para enfrentarmos a
modernidade e as agruras dos dias de hoje.
Eram tempos difíceis… Acredito
que hoje são diferentes mas também muito difíceis… Sei muito bem que as
dificuldades de hoje são outras…
Hoje tudo mudou. A modernidade, o
progresso, as inovações, tudo… Tudo mudou!
A educação é diferente. Tudo é
diferente… Mas ainda existe no dicionário o termo família… Muitos não
acreditam… Mas ela está lá. Junto à letra F. Tudo isso deve estar
dificultando para chegarmos ao termo localizado na letra F – família.
Todos nós – os primos – possuímos
nossos filhos. Tentamos mostrar a eles nossa união antiga. Todos ouvem. Todos
prestam atenção em nosso exemplo, mas o momento é diferente. É o momento da
informática. Da eletrônica e não do jogo de botão, do jogo de “taco” ou mesmo
da bolinha de gude…
Nosso encontro – dos primos – foi
muito bom. Alegre. Divertido. Emocionante. Muita recordação. Das brincadeiras.
Das roupas. E de tantas e tantas outras atividades. Muita atualidade. Também a
atualidade esteve presente. Muita conversa… Alguns não puderam comparecer. É
o natural de tudo.
São os compromissos.
É bem dito que “Recordar é viver”.
E isso foi realizado.
Foi uma noite muito agradável Não
vimos o tempo passar… Estávamos a recordar o tempo passado… A maioria
estava com suas esposas ou esposos. Vimos o quão bom é termos família. Sabemos
que hoje cada um de nós formou a sua família, mas não esqueceu as suas raízes…
Saímos dali rejuvenescidos.
Saímos dali certos de que temos uma
família a ser preservada para todo o sempre. E que este “sempre” seja
longínquo… Grande compromisso!
Aqui, nos States, ou em qualquer
outro lugar, pois até em Israel possuímos um primo.
Porque estas “mal traçadas” linhas?
Pela felicidade do reencontro e que
sirva de exemplo para outros.
Claro que nosso exemplo não é
inusitado. Em vários lugares deste mundo “pequeno” ou “globalizado” são
Realizados estes encontros.
Mas que continuem…
É um caminho que precisamos
percorrer…
É a preservação da experiência e do
passado…
Espero que vocês compreendam a
minha felicidade.
Compartilhem comigo…
Por David Iasnogrodski.