A importância de não ter um mas vários benkmarks (modelo a ser seguido e exemplo a ser igualado), em diferentes áreas relevantes ao desenvolvimento profissional de cada um e buscar modelos de comportamento ou de gestão é uma demonstração de vontade de aprender, segundo o consultor Max Gehringes, conforme palestra realizada recentemente em Porto Alegre. Para o
especialista, uma pessoa não deve ter apenas um benkmark na carreira, pois, escolher um único modelo acaba gerando efeitos colaterais indesejados, como comportamento obsessivo e cópia descarada (do jeito de falar, andar ou se vestir). Além disso o escolhido deveria ser perfeito em tudo para merecer tanta honra. O melhor é escolher modelos e tentar entender por que eles
conseguem fazer aquele trabalho tão bem. Um é bom em liderança, outro em administração, outro em comunicação, e assim por diante.
Uma pessoa que ache que não precisa se espelhar em ninguém para nada é a perfeição encarnada ou tem problemas de megalomania. Buscar modelos de comportamentos ou gestão é, antes de mais nada, uma demonstração de vontade de aprender. E pessoas assim vão mais longe na carreira do que os megalômanos que acham que nasceram sabendo tudo.
As empresas gostam de divulgar os méritos daquelas pessoas que consideram funcionários ideais. Para se tornar uma referência a pessoa deve ser o melhor em alguma coisa, dentro de um universo.
Estabelecer foco e metas na carreira é uma forma de saber onde se quer chegar. Ter alguém em quem se espelhar pode ser um bom referencial para quem busca o crescimento profissional. Nessa perspectiva, uma expressão muito utilizada no mundo da administração de empresas – benkmark ou ponto de referência, ganha vazão também na área do planejamento da carreira.
Ter uma pessoa como referência, não significa copiá-la, mas aprender com suas características e utilizar estes ensinamentos em benefício próprio.
Estar aberto para reconhecer o valor do trabalho do outro e saber como fazer para alcançar o sucesso é o saldo mais importante das pessoas que conseguem criar referências a serem perseguidas.
A partir do referencial, é possível eliminar etapas que não deram certo para o outro, e ganhar tempo e dinheiro investindo em uma estratégia vencedora.
Administrando com equilíbrio, e não como um caso de idolatria passiva, o benkmark ajuda a manter o foco no objetivo. A medida é sinônimo de maturidade, já que exige auto-avaliação e reconhecimento de algumas carências.
A iniciativa de procurar alguém para se espelhar é típico de quem reconhece a necessidade de aprender; todos devem ter em comum habilidades valorizadas, capacidade de superação e foco em resultados.
A ausência de benkmarkting ocorre quando o profissional acredita que seus conhecimentos são suficientes e que alterações não precisam ser feitas nas suas atividades profissionais. Situava-se no que as empresas chamam de “zona de conforto”. O perfil desse profissional é de pouca curiosidade em comparar-se com outros profissionais, resiste a reconhecer suas falhas, acredita que a sua forma de fazer é a melhor, prefere a rotina às transformações constantes e tem pensamento recorrente: “eu sou mais eu”.
Os profissionais que estacionam, não se desenvolvem.É preciso estar sempre disposto para aprender e estar sempre visualizando quem faz bem e como faz.
É preciso sempre ter bom senso para extrair as melhores idéias e avaliar a aplicabilidade para si. Fórmulas de sucesso não existem, depende das habilidades, competências e dedicação de cada um.
Autor: Antonio Cesar Gargioni Nery – Economista, Administrador Público, com Pós-Graduação em Planejamento Estadual e Recursos Humanos.
E-mail: Nery@FEE.TCHE.BR
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