São cruzamentos.
São cruzamentos de veículos.
São cruzamentos de automóveis, caminhões, carroças, bicicletas, motos e até pessoas.
Hoje em dia, além de tudo isso focado acima possuímos vendedores de frutas, de jornais, propagandistas, malabaristas e músicos.
Sim, músicos. Violinistas, gaiteiros e alguns outros profissionais do som.
Nossas esquinas são na verdade um show. Um “showcesso”. Um verdadeiro encontro de seres humanos à procura de seus clientes..
“Muitas vezes a gente nem quer que o semáforo chegue no verde, só para podermos apreciar o verdadeiro show dos andantes”. Sim, andantes, pois andam de carro em carro solicitando não o aplauso mas sim o resultado do trabalho”. Isto tudo sem falar nos pedintes puros. Pedintes adultos. Pedintes, infelizmente, infantis. Aqui está o pior. Observamos nosso amanhã ali nas esquinas solicitando o “trocadinho” para adquirir o “pãozinho”.
É triste! Mas é a realidade.
Mas não podemos nos curvar, sempre, a esses pedidos… É a realidade dos nossos cruzamentos. Não importando o dia da semana nem a hora. Lá estão os “intérpretes” das esquinas.
Com chuva.
Com sol.
Lá estão eles..
Eu disse acima um “showcesso”. Muitas vezes me indago: Qual a realidade em que vivemos – sei que a maioria está ali trabalhando nos cruzamentos, e os que estão simplesmente “pedindo”? É a falta de maiores oportunidades de trabalho, ou às vezes estão ali somente…
O que fazer?
Volto a me questionar: talvez, algum dia, se continuar assim, poderá faltar cruzamento pois estarão todos ocupados pelos “locatários”.
É a realidade! Nua e crua de minha cidade.
Talvez na cidade de vocês esteja ocorrendo o mesmo. Não é verdade?
Precisamos todos não só pensar no assunto, mas também agir e ajudar para que esses fatos possam, paulatinamente, diminuir nas esquinas de minha cidade.
Autor: David Iasnogrodski – engenheiro, administrador, escritor
E-mail: david.ez@terra.com.br
Sobre o autor:
David Iasnogrodski é formado em Engenharia Civil, Administração de Empresas e Administração Pública pela UFRGS.
Exerce atividades como Engenheiro Civil, na Prefeitura de Porto Alegre, e, como professor, na Faculdade São Judas Tadeu, ADVB/RS e ABRH, nas disciplinas que envolvem o mundo dos negócios, com ênfase na área motivacional.
É colaborador de diversos jornais, tendo conquistado o primeiro lugar no Concurso Nacional Literário da Casa do Poeta Riograndense/2001.
Autor dos livros: “Obrigado Porto Alegre”, “Atendimento 10 – A Fórmula do Sucesso” , “Meu Bom Fim Brasileiro“, e dos Livros CD: “A Marca é que Marca” e “Moderna Relação Marketing e Vendas“.
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