Ouvi este desesperado desabafo de um funcionário
dispensado apó 18 anos de trabalho na mesma empresa.
Algumas semanas depois, passada a comoção, ele me
disse: Na verdade eu me acomodei. Achei que estava seguro e que a empresa
precisava mais de mim que eu dela. Rejeitei algumas propostas para mudar de
cidade e ajudar o estabelecimento de uma nova filial. Protelei um curso de
inglês que o meu gerente queria que eu fizesse. Tirei férias nos dias em que
novos equipamentos foram instalados e perdi o treinamento sobre como operá-los.
Sem ter me dado conta comecei a falar mal da minha empresa (quem observou isso foi
a minha mulher) e a criticar as novas políticas de qualidade e produtividade.
Dancei!
A grande verdade é que mundo mudou. Ninguém mais
está seguro no emprego, a não ser que passe a merecer essa segurança
conquistando-a hora após hora, dia após dia. Não é mais a empresa ou o
patrão que garantem um emprego. É o mercado. Temos muitos concorrentes, com
qualidade semelhante e preços similares. A concorrência está a cada dia mais
violenta. A globalização mudou o consumidor, a cada dia mais exigente e cheio
de direitos. As margens de rentabilidade das empresas caíram muito. O custo de
uma folha de pagamento no Brasil é muito alto. Um funcionário chega a custar
mais de 100% de seu salário a seu empregador.
Funcionários acomodados, pouco comprometidos, que
não caminham o quilômetro extra; que não querem participar; se envolver;
estudar; aprender; poderão ser surpreendidos com um inesperado convite para
deixar a empresa.
Faça uma reflexão e veja se você não está tendo a
ilusão de pensar que é mais importante para a sua empresa do que o seu emprego
para você. Muitas vezes nos acomodamos num emprego e começamos a nos
sentir seguros demais sem nos apercebermos das mudanças que o mundo vem
passando e de nossa necessidade de mudar com o mundo e com a nova realidade de
um mercado cada vez mais competitivo.
Pense nisso. Sucesso!
Por Luiz Marins.